college, medschool
Hoje não deu para sorrir. Dizer adeus àqueles que mais amamos é a coisa mais difícil que fiz até hoje.  Ainda há pouco pensava que o difícil era conseguir entrar no curso que queria, que tão altas notas me exigia. Pensava eu que mesmo que conseguis…

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And tomorrow is Sunday. Cheers to comfy clothes and late awakenings!
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Agora que tenho uma faculdade à minha espera todas as manhãs, dou menos importância ao pequeno-almoço. Quero mudar isso. Quero ter o tempo necessário para comer decente e pausadamente. É uma das coisas que quero começar a fazer nesta nova semana, n…
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O dia começou, para mim, às 9h20 da manhã. Tenha-se em conta que a minha aula era só às 11h. Porém, como eu ainda sou um pouco analfabeta em conometrar o meu tempo e geri-lo em função de apanhar o autocarro a tempo, acabei por acordar muito mais cedo para evitar atrasos e cheguei ao Hospital eram 10h15. Liguei a uma colega minha e tomamos o pequeno-almoço juntas, na faculdade.

Sendo uma segunda-feira escura e chuventa, eu diria que as aulas introdutórias que tive hoje iluminaram o meu dia. 
Comecei com Módulo II; que é uma aula teórica que reúne cinco cadeiras: Fisiologia, Farmacologia, Histologia, Fisiologia, Anatomia e, por fim, Bioquímica. Este módulo vai funcionar da seguinte forma: imagine-se que falamos de um determinado osso do corpo humano numa destas aulas, o que acontece é que em cada uma das cinco cadeiras haverá uma parte da matéria correspondente a esse mesmo osso, nomeadamente a descrição, a localização e até a função do mesmo. E estou a fazer este aparte porque desde que tenho o horário que me questionava acerca destes Módulos. Não fazia ideia o que seriam. Hoje, fiquei esclarecida!

O meu professor de Bioquímica é simplesmente um dos professores aparentemente mais simpáticos e compreensíveis, que conheci até hoje. Deixou-nos com uma ótima primeira impressão, tanto dele e do seu método de aula como do próprio curso. Há muito que não me sentia tão inspirada e motivada em relação a um projeto. 
Apontei até algumas das frases que foi proferindo ao longo da aula, passo a citar:

"Na vida não interessa só o que vem no exame, há outras coisas que interessam e muito, felizmente."
"Não se precipitem, apenas esperem o melhor e preparem-se para o pior."

Depois, saímos do auditório e fomos direitinhos para um anfiteatro (já mais antigo e feito de madeira) e aí comecei a sentir aquele espírito académico incrível, que simplesmente é indescritível. Neste espaço já conseguíamos ver as caras uns dos outros, estar mais próximos do locutor - que neste caso era um doutor - estávamos então na nossa primeira aula da tão temida Anatomia (aka o cadeirão do primeiro ano de Medicina).
Não saí de lá assustada. Saí de lá ainda mais entusiasmada. Acreditem que era capaz de viver o dia de hoje mais umas mil vezes só para voltar àquela atmosfera. E olhem que o resto do dia não foi assim tão magnífico.
Almoçámos na faculdade (ao tempo que não comia uma comidinha tão completa!) e decidimos que íamos ao Colombo, mas a chuva decidiu por nós e ninguém foi a lado nenhum.

Meti-me num autocarro, o 701, que só por acaso ia com mais ou menos 100 pessoas lá dentro, em hora de ponta, apertadas, soadas. Meu Deus. Demorei cerca de meia hora a chegar a casa, quando normalmente faço-o em 10 minutos. 

E agora estou cheia de sono, porque os aviões não me têm deixado dormir. São uns fofos.
As segundas-feiras não seriam o mesmo se não chateassem um bocadinho. 


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E é já amanhã. Um dia tão importante para mim, por duas razões: 
a primeira já sabem; é o concretizar de um sonho há muito sonhado,
 a segunda; porque a minha mamã faz anos e não vou poder estar com ela.

Um dia dedicado a estreias, como veem.

E bom, agora o que me está a moer o juízo - assim como a maior parte das meninas que vão para a escola amanhã - é que roupa irei levar? Fará frio, fará sol? Hum, the mistery of life.

Wish you all a good good start! 

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Até a comida tem sido a chamada "comfy food" por aqui. Quando me sinto mais vazia, gosto de me encher com coisas boas e ... calóricas! Thaaaaaaats me!

Hope you're having a Sundaylicious too. 



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Andar 15 minutos a pé, desde "minha casa" até à minha faculdade, todas as manhãs, enquanto não há passe para ninguém;

Aprender a fazer massa pela primeira vez, porque chamar três vezes "mamã!" não vai fazer com que ela apareça, de certeza;

Estrear-me no metro, com destino ao Marquês de Pombal e a Laranjeiras;

Fazer amizades à velocidade da luz, que no dia seguinte já não se lembram de te ter conhecido, e isto num estado sóbrio;

Termos doutores a chamar-nos "oh caloooooooiras" umas 1214384804 vezes;

Estar numa festa, olhar em redor e não ver uma única cara que conheças; mas mesmo assim criar a ilusão de: eu acho que já vi esta pessoa nalgum lado.

Ouvir aviões a passarem por cima do nosso teto, demasiadas vezes ao dia (dizem que me vou habituar...veremos!)

Lidar com as caras antipáticas do outro lado da rua, enquanto esperamos pela mudança de cor do semáforo;

Estar a muitos kms dos meus pais e a poucos do Diogo (aka twin brother), e ainda assim não ter estado com nenhum deles;

**
Mas enquanto caloira de Medicina, é também:



Percorrer parte do Hospital de Santa Maria de forma a chegar à faculdade, e ver todo aquele espaço como o nosso próprio futuro, a nossa próxima casa e sentirmos uma alegria interior enorme e também inexplicável por pisar aquele chão sagrado;

Ter a sorte de encontrar uma máquina de café em tudo o que é canto; e por sinal, muito booooom!

Ir lanchar à sala do aluno (uma espécie de bar gigante) e ver médicos e enfermeiros por todo o lado, perfeitamente comuns na sua pausa diária - these moments reminds me all the time Grey's Anatomy lunch breaks)

Comprar o primeiro livro de Anatomia (e por sinal, o único aconselhável a comprar mesmo mesmo mesmo no nosso curso) e sentir que o peso que me tirou da carteira foi substituído por uma vontade enorme de começar a lê-lo;
(se forem ao meu instagram - @nesvivas - podem encontrar uma foto exemplar do mesmo)

Conhecer pessoas que partilham desde sempre o mesmo sonho que nós, o que acaba por nos tornar um pouco mais humildes, por sabermos que constituímos apenas 1% das vontades do mundo;

Ver pessoas que se tornam reais, ao passarem da tv para o auditório da minha faculdade, tais como Maria de Belém e David Gordon, que compareceram no Dia da Faculdade, no qual foram comemorados os 100 anos da instituição;

Passar pelo metro às nove da manhã e termos uma orquestra a dar-nos boa música, logo pela manhã;

Adorar a comida da cantina, que é super saudável e completa;

Ter uma mentora incrível que, por sinal, é um crânio a Anatomia e que é uma excelente pessoa, o que a torna numa espécie de deusa;

Perceber que muitas das aulas do meu curso serão abordadas em Inglês, o que... for some reason makes me more excited about it;

Saber que as aulas teóricas serão feitas num auditório gigantesco, com todas as pessoas que frequentam o meu ano, o que acaba por quebrar aquela coisa de estarmos todos juntos e apertados numa salinha, como no secundário;

 E por fim,
saber que no final do meu primeiro ano (se tudo correr bem) poderei fazer um estágio de Verão e melhor, poderá ser feito na minha cidade mãe, se assim o desejar (é claro que vou desejar!);

***

Estas foram as minhas primeiras impressões. Como só cheguei a meio da semana, acabei por perder algumas palestras de introdução ao curso (disseram-me que não perdi nada, porque não foi nada útil), o que me deixou um pouco desorientada, e me impediu de ir à praxe, por ex, uma vez que tinha que tratar do passe (com alguma urgência), de conhecer alguns supermercados (para que não passe fome por cá), fazer várias rotas de autocarro e claro, assistir a algumas das restantes palestras da minha faculdade. 
A faculdade e as pessoas são o que mais me tem conquistado nesta viagem académica. As saudades começam a crescer e claro, a comidinha da mamã faz falta a esta barriguinha.

Resta-me esperar por segunda-feira e não desesperar! 

WISH ME LUCK. Hope you are all having a good week.

Kisses, 

Nês


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Há anos que guardo numa pasta fotos que me inspiram com o óbvio título "inspiring images". Nem quando o pc vai para formatar consigo livrar-me dela. Acho que lhe ganhei uma espécie de afeição!

Estas são algumas das fotos que lá tenho. Digam-me se fazem  o mesmo ou se eu sou apenas uma ave rara. Kissesssssss!

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Esqueço-me que daqui a menos de 3 dias vou acordar numa cidade que não é a minha.



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1. As pessoas vão prometer nunca te abandonar só para depois fazerem precisamente isso. É normal ficar triste quando tal acontece.
2. Chorar nunca é errado. Encontra uma casa de banho, enterra a cara na almofada, liberta tudo. Chora no banho. Chora no carro. Chora quando precisares.
3. Os rapazes vão namoriscar contigo e depois ignorar-te. Depois, vão namoriscar contigo outra vez. Eles vão ser confusos. Tens todo o direito de os mandar dar uma curva.
4. Presta atenção ao que as pessoas dizem quando estão zangadas. Quando fizerem as pazes e elas disserem que não sentiam aquilo que tinham dito durante a discussão, fica a saber que elas sentiram tudo o que disseram. Sabe também que elas desejavam nunca o ter dito. Perdoa.
5. Nunca finjas ser alguém que não és. Se não gostas de chá e de clássicos da literatura, não finjas que gostas para impressionar alguém. Se não queres usar casacos de cabedal e botas de combate, não uses para agradar a alguém.
6. As pessoas vão ser más para ti; elas espalham mentiras, chamam-te nomes e falam de ti nas tuas costas. Eventualmente, vais aperceber-te de que tal coisa é mesquinha, estúpida e não merece o teu tempo. Terás razão. Segue com a tua vida.
7. Os teus amigos não estarão sempre lá para ti. Quando precisares mesmo de falar, algumas vezes eles não vão querer ouvir. Não faz mal. Respira fundo e lembra-te das vezes em que sentiste o mesmo. Expira.
8. Tu vais esperar e esperar e esperar pelo teu primeiro beijo, pelo teu primeiro encontro e pelo teu primeiro namoro. A antecipação vai matar-te. Vais continuar a tentar encontrar a pessoa certa em todas as pessoas que conheceres. Relaxa. Não há pressa. As melhores coisas acontecem quando menos esperamos.
9. Aproveita a tua juventude. Aprecia a espontaneidade de tudo o que te rodeia. À medida que envelheces, as coisas tornam-se cada vez mais planeadas e previsíveis. Dá valor ao facto de ainda não teres chegado a essa fase.
10. Diz às pessoas como te sentes. Vai ser aterrorizador em certos casos e gratificante noutros. Vai criar relações e arruinar relações. Mas fala com a tua mente, mesmo que a tua voz falhe, porque os teus pensamentos poderão nunca ser ouvidos caso contrário.
11. Dorme. Se vais tarde para a cama, dorme até mais tarde. Se continuas cansado quando acordas, volta para a cama. Se não consegues manter-te acordado durante o dia, dorme uma sesta. Dormir é uma maneira de te veres livre dos teus problemas por um momento. Abusa disso.
12. Fala com as pessoas. Fala com a tua irmã sobre o rapaz de quem ela gosta. Fala com a tua mãe sobre a infância dela. Fala com o teu pai sobre os seus livros favoritos. Fala com os teus avós sobre as famílias deles. Fala com os teus amigos, com os teus animais de estimação, com o empregado giro do restaurante. Aprende coisas sobre eles. Inspira-te.
13. Leva sempre uma camisola mais quente. Mesmo quando pensas que não vai estar frio.
14. Experimenta coisas novas. Prova uma comida diferente, um novo sumo, muda a forma como te vestes. Nunca sabes o que podes acabar por adorar. A vida pode ser aborrecida. Anima-a um bocado.
15. Cuida de ti. Lava o cabelo com o champô cheiroso que adoras. Come fruta e vegetais. Bebe muita água. Dá longas caminhadas em parques bonitos.
16. A escola é importante. Dá o teu melhor. Se não percebes alguma coisa, pergunta. Faz os trabalhos de casa. Mostra aos teus professores que estás disposto a trabalhar arduamente, e quando chegar a altura de te candidatares ao Ensino Superior, estarás grato por isso.

17. Existirá sempre alguém mais bonito, mais inteligente, mais engraçado ou mais popular que tu. A beleza disso é que não é uma competição.

(traduzido pela A, do Hook Line)

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Lisboa é o mundo. É o mundo fechado numa cidade, a gritar por ser explorada.
Infelizmente, desta vez que lá fui, não deu muito para percorrer os sítios que me lembram o porquê de amar a capital. Vou explicar-vos.
Nos dois dias que lá estive, fiz a matrícula na minha universidade (go FMUL!) e andei à procura de alojamento. No primeiro dia, ficamos cerca de 7h numa fila só para inscrever o Diogo (aka my twin brother) na Universidade Nova de Lisboa. E já para não falar de que tínhamos saído de Famalicão às 4:30 da manhã. E já para não mencionar as três intensas horas de viagem de carro. E já para não referir o stress que aquela Ponte 25 de Abril me causou. Sinto-me solidária com todos aqueles que têm de passar por lá para irem para os seus trabalhos, todas as manhãs. O trânsito é terrível e a poluição sonora entranha-se em qualquer um. 




Aqui, até parece inofensiva. Mas vá, não podemos ignorar a beleza desta infraestrutura. Haja algo de muito bom nela.

Eram 4 da tarde e finalmente o meu irmão era um caloirinho da FCT. De seguida, alojamo-nos na casa de um primo da minha mãe e acabamos por jantar num restaurante lá das redondezas. A minha fome era nenhuma e a comida não me conquistou nada. O café é sempre café e por isso salvou o dia.
No fim do primeiro dia, eu tinha já acumuladas as seguintes coisas: falta de paciência, excesso de sono e uma vontade enorme de conhecer a minha universidade, no dia seguinte.
(by the way, risquei mais um desejo da minha wishlist: "Comer um gelado da Santini")


- DAY 2 -

Acordadinha às 7 da matina para que tudo corresse bem e, com sorte, chegar a casa antes da hora de jantar. But, life said: No, I will just slap you first.

E o cenário foi este: ficar 2h presa no trânsito, perder mais 1h a descobrir onde ficava a minha faculdade (com a ajuda preciosa da Rita (aka the GPS voice)), chuva e mais chuva, esperar mais horas pela minha vez de matrícula, fazer a matrícula online no pc da faculdade e perder os dados que tinha preenchido e GRAVADO, porque sim; refazer isso tudo, estar quase no fim da inscrição e chegar uma mulher ao pé de mim e dizer: Vamos encerrar agora as inscrições, por isso só pode completar a sua depois das 14h; eu dando em louca, procurar alojamento - sem sucesso, não almoçar, voltar à faculdade e esperar ainda mais numa outra fila, ser finalmente recebida para finalizar o processo e perceber que o meu médico assinou mal o pré-requisito necessário e FUNDAMENTAL para o processo de inscrição num curso de saúde (enfim).

Mas nem tudo foi stress, azar e filas sem fim.

Enquanto corria de um lado para o outro, conheci pessoas maravilhosas. Pessoas essas que me serão caras muito familiares este ano. Conheci os cantos da faculdade. Vi o que me esperava e ia muito de acordo a tudo aquilo que eu imaginava, em pequenina (o que significa: há bem pouco tempo) quando me colocava, em sonhos, na universidade. 
As pessoas eram todas super acolhedoras e simpáticas e motivadoras. Não houve sinais de praxe, nesse dia - o que para mim foi um lufada de ar fresco, para ser sincera. Não me sentia emocionalmente preparada para ela, naquele dia. Estava tão cansada de correr de um lado para o outro, de dormir mal e de me sentir pequenina numa cidade gigantesca que, aquele dia sem praxe acabou por saber bem. No entanto, para a semana, hei-de ser praxada, nem que seja para formar uma opinião acerca do assunto. Até lá, resta-me aproveitar os meus dias de não besta.

Uma das coisas que também me fez sentir espetacular foi este kit caloiro. Eu sei que é uma coisinha sem importância, mas adorei recebê-lo. Brevemente, terei o meu cartão de estudante que irá encaixar naquele retângulo e imaginá-lo faz com que eu me sinta orgulhosa de ter sido aceite numa universidade com tanta história e tanto prestígio para me oferecer.
Como disse, é um brinde simplório, mas para mim é algo mais. Faz-me sentir parte de algo grandioso, que um dia me trará mais felicidade aos meus dias, se tudo correr da melhor maneira.


Vai ser um longo caminho, eu sei. Não é só ter que hibernar completamente, durante estes próximos 6 anos que se avizinham, mas mais importante do que isso, é conseguir suportar a distância. Conseguir lidar com os quilómetros que nos separam - a mim e ao meu irmão e a mim e aos meus pais.

Um dia, prometi a mim mesma que seria sempre a minha própria heroína. O plano de salvamento começa agora.



*Um obrigada a todos os meus novos seguidores, que tanto interesse têm demonstrado no meu blog. Sejam bem-vindos!



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