Por coincidência das coincidências, no dia a seguir a ter publicado aqui o "desafio" proposto pela A, uma professora minha lançou à turma um desafio semelhante.  Fizemos grupos de seis pessoas e cada grupo trocava a folha de cada colega, oferecendo…

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E não, não vou para a Jamaica. Antes fosse! Para a semana, tenho tanto a dar de mim. Estamos no fim do ano letivo, mas parece que tudo se torna cada vez mais dramático e denso. Tenho de pensar no baile, mais propriamente no vestido e em todo o outf…
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 2 marcadores de tinta permanente. 2 canecas bem limpas e secas. Imaginação. Amor. Carinho. Ir ao forno por 90 minutos, a 160ºC para que a tinta seque e fique fixa. E voilà! Mother's Day converted in Mug Day. P.S: Alguns dos melhores quotes roubei-…
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São cerca de 2 horas de puro enriquecimento. Atrevo-me a dizer que é um filme que marca a minha vida.
Não é fácil gostarmos de Saramago. A controvérsia define-o, dos pés à cabeça. Contudo, há nele algo que nos deveria prender a todos: a inquietude.

Passo a citá-lo:
Eu não escrevo para agradar, nem para tão pouco desagradar. Eu escrevo para desassossegar.

Ele não se conforma. E penso que é isso mesmo que me leva a querer lê-lo. Ler as suas críticas convence-me de que sou livre.

Aquando da cerimónia da entrega do Prémio Nobel da Literatura, Saramago faz um discurso, que a mim me toca, pela simplicidade e genialidade do mesmo. Perante senhores de grande nome e claro, um público dotado de um certo prestígio, o escritor afirma, com convicção, que o maior sábio que conheceu em toda a sua vida fora analfabeto - o seu avô. É de louvar que numa hora de tamanha grandeza, José se lembre precisamente daquilo que foi o seu início. E o que mostra isto, se não gratidão e humildade?

Quanto a Pilar... Bom, Pilar surge como a força motora de Saramago. E isso está tão presente neste filme. Dá até para entendermos o foco propositado que Saramago coloca sobre as mulheres das suas obras.

O escritor chega a dizer mesmo:


É uma notável história de amor. Daquelas que não morrerá mesmo depois da morte. E se virem o filme de certeza que irão perceber estas minhas palavras.
Existem tantos pormenores que são só deles os dois. É uma relação tão cúmplice, tão simples e, no entanto, tão densa. É inexplicável o amor que os une, apesar dos 30 Invernos que os separam. E aqui se confirma, definitivamente, que o amor não escolhe caras, nem tão pouco idades. Acontece.

Numa conversa entre os dois, Pilar confronta-o com a sua utilidade na relação e pergunta O que queres que faça afinal na tua vida?, ao que Saramago responde Quero que me continues.

As falas. São todas elas uma peça de arte, na minha opinião. A maneira como ele as dita, como se fossem uma certeza pensada e, contudo, surgem de forma espontânea e imediata.

Esta maravilhosa espécie de documentário é, para mim, um ciclo. É a vida. Ele explica-a. De uma forma descomplexa e sem rodeios.

Obrigada Saramago, por teres existido, por teres, sobretudo, desassossegado.

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