Faz hoje uma semana que estou a recuperar de um choque de que fui vítima. Para aqueles com quem conversei, sim, ainda estou a ultrapassar o sucedido... Daí não me ter pronunciado mais cedo. Poderia perfeitamente enveredar por inúmeros caminhos para justificar a minha ausência, mas a única verdade que vos posso contar é que estive de férias e achei por bem incluir o blogue no amontoado de coisas por repousar. Normalmente, opta-se pelo oposto, na medida em que aproveitamos todo o tempo livre para investirmos nas coisas de que gostamos, mas eu também gosto de tantas outras coisas, motivo pelo qual me dediquei, também, a elas.

Faço sempre por evitar meter-me na situação em que me meti, porém, e de forma incontrolável, lá estou eu novamente a baixar a guarda para novas emoções, certa de que a qualquer momento, sofrerei grandes golpes por parte do universo. Escondi-me de quase tudo e de quase todos, optei por fechar ainda mais o coração, contudo, regressar às rotinas da faculdade, por muito pouco tempo que tenha passado, está-me a ajudar a focar-me nos meus objetivos, sejam eles de carácter académico ou pessoal. Prometi que jamais me atravancaria desta maneira, entretanto, acaba sempre por ser inevitável! Para o bem e para o mal, reconheço de que nem sempre tem de ser assim, o que me obriga a recorrer a outros métodos de superação, tais como um tempo para os cafés; o repouso no parapeito da janela, observando o pôr-do-sol; uma fuga nas leituras, e tanto mais...

Por muito que me sinta abalada, eu não me posso conter do mundo, impedindo-o de me mostrar as suas cores, as suas formas, as suas manifestações mais simples. Por muita vontade que eu tenha de desistir e de me encolher na cama, eu simplesmente não o posso fazer. Valho muito mais do que mais uma desilusão, recebo tanto apreço quanto me é permitido. Há quem diga que se trate de um mau dia e não de uma má vida, e eu tenho de lhes dar razão. Ser obrigada a crescer e, por outro lado, desenvolver-me naturalmente, tornou-se caminho andado para me aperceber de que existem coisas mais importantes nesta vida e que não recear os obstáculos, pelo menos não tanto quanto eles pretendem, é de uma grandeza estonteante, que nem dá para explicar devidamente.

Ultimamente, tem sido dessa substância que eu me tenho alimentado: se for necessário suspender atividades em prol da minha saúde, o mundo não há de fugir; se eu voltar a sentir uma nova vaga de inspiração, é nela que tenho de me apoiar para criar o máximo possível. O importante é nunca ruir por completo. Os escombros, passado um tempo, podem aparentar a beleza de uma flor numa manhã de primavera, contudo, quando tudo desaba, nada é tão triste quanto a película de dor que nos circunscreve o coração. Portanto, há muito mais a fazer e a pensar. O tempo já deu tudo o que tinha a dar, já me permitiu sarar na grande maioria, e por ora já só quero outras coisas... Outras emoções. E, quem sabe, aprender ainda mais.

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18:05
O céu ainda aparentava a presença do sol, com a clara evidência da companhia das nuvens, movidas pela força que também nos é exercida e que nos permite uma locomoção segura, ao longo do solo. Há quem goste de desafiar estas leis, tropeçando nos próprios pés, espalhando toda a sua essência num raio que lhes é permitido, um gesto glamoroso da distração e da pouca disciplina de equilíbrio. Não foi o caso. A tempo, cheguei à paragem, apanhei o autocarro, dediquei-me ao ato de observar o que me envolvia, na certeza de chegar ao meu destino.
Duas fatias de pão, uma delas barrada com orégãos e talvez um trago de alho
Na verdade, não fui capaz de distinguir. Tinha fome, mas o paladar não perdeu tempo com seleções e compreensões que, noutra ocasião, fariam falta. Não faz parte do menu habitual a ingestão de pão, mas dei-me ao luxo de quebrar as regras. Fiquei-me pelo silêncio, entregando a vontade de conversação a quem me rodeava, com o seu à vontade para com as beatas que, com vida própria, se bajulavam da capacidade de passearem pelos dedos de quem lhes dava a vida, metamorfosando-me em pura fumaça, o odor ácido, diferente, não sei, nunca fui capaz de estabelecer uma ligação entre os odores que me são normais e aqueles que os cigarros deixam para trás. Talvez se aproximem de um incenso há muito usado e que se foi desenvolvendo, com o tempo.
Quase 21h, mas não assim tão perto
Regressei ao meu lar, o rosto ruborizado pelo esforço de caminhar debaixo de temperaturas que não me são favoráveis ao espírito, mas que foram combatidas pelo simples ato de efetuar uma chamada... Especial. Foi bom escutar aquela voz, partilhar ideias, gargalhar em plena praça. Também posso culpar as escadas que me trazem ao meu leito, e que ocupam o espaço onde poderia existir um elevador. Preparei o jantar: grão com atum e ovos. Soube-me pela vida. Considerei colocar mais episódios de uma série em dia, porém, desisti a meio. Refugiei-me no quarto.
22h e pouco...
Pesquei do meu caderno de escrita, vomitei umas quantas palavras, desisti novamente. Demabulei o olhar pela estante, conversei com alguns livros, decidi-me por outros. Comecei o "Cem Anos de Solidão" e espero conseguir continuar. Ando imersa numa pouca liberdade de exercer tarefas, as energias não me andam a favorecer em nada. Não sinto vontade de ler, de escrever, de criar. Estou presente numa espécie de perda espiritual. Mas também a respeito e mecanizo a vontade que me resta para outras coisas. Tudo isto não se trata de uma página de um diário, mas sim de um esforço por compreender o que se passa. E nada mais justo do que simplesmente começar, por mais básico. Soube-me bem, e é nisso que me irei concentrar. Por mais básico.

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No secundário, tive um professor de Filosofia bastante peculiar. Não bastava aparentar um assumido ar gótico, como também se destacava pela sua inteligência que, a bem dizer, assusta os alunos. Hoje, quase a chegar aos vinte, reconheço que tal se deva à nossa miserável preparação para a vida e a todas as fantasias que nos são incutidas, desde cedo. Voltando ao professor, confesso que apesar de amedrontada pela disciplina - e embora não me tenha sucedido ainda mais por preguiça de raciocínio! -, nunca considerei detestá-lo. Aliás, ele foi e continua a ser uma das melhores pessoas que conheço, com traços de personalidade muito excêntricas e opiniões muito vincadas. No meu último ano de secundário, ele ofereceu-me um livro na época do meu aniversário. Prometi que o leria o mais cedo que conseguisse, contudo, só fui capaz de cumprir com a palavra muito recentemente.

Sei que se o tivesse feito na altura, muito provavelmente não teria entendido a profundidade de toda esta obra. Li as primeiras páginas por duas vezes, em épocas distintas, antes de avançar de vez para todo o seu enredo. "Os Passos em Volta" trata-se de um livro extremamente virado para a introspecção, construindo a sua viagem com base num palavreado rebuscado e através de textos que, primeiramente, denunciam uma não coerência narrativa. Trata-se de uma espécie de diário, o refúgio de uma mente perturbada pelas sombras da madrugada, e que se guia por um fio condutor caracterizado por diversos temas.

Dei por mim embrulhada numa manta antropológica, os seus membros estendidos sobre questões existenciais, perturbações psicológicas, modos de pensar, viagens ao interior, medos e arrependimentos. Estive sempre bastante atenta às pistas que o autor nos dá, com receio de perder alguma palavra importante ou uma frase pertinente. Para além de ensinar Filosofia e Psicologia, deu para entender o porquê de o meu professor ter escolhido este livro: Para eu cogitar de maneira aberta; para eu me devolver alguma serenidade, em troca de grande parte da minha sanidade... Para que eu fosse capaz de reconhecer que uma só leitura deste livro não será o suficiente... Esta é daquelas obras que vamos compreendendo com muitos regressos, muitas dores de cabeça, quem sabe, com mais experiências de vida.

Dei por mim a identificar-me com as insónias do narrador, com a sua instabilidade emocional, com as suas preocupações e alusões para com o mundo. Pese embora as características fantasiosas de alguns contos, no fundo, tratam-se de pensamentos que se agitavam para serem libertados, um possível percurso para muitas respostas... O típico resultado prosaico que se fez utilizar do método poético para poder existir. Trata-se de um livro pequeno, todavia, um tanto difícil. É necessário estarmos de espírito aberto para o receber, pelo que após isso, assemelhar-se-á à água que bebemos e de que necessitamos todos os dias! A mim, soube-me bem e espero que convosco se passe o mesmo!

Conheciam este livro? Como foi a experiência?

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Contrariamente a Dezembro, em Janeiro vi menos filmes do que pretendia. Porventura, não me importo. Estou mega feliz por não ter sucumbido à total preguiça de não os ver, tendo sempre algo para consumir, acrescentando novos nomes à minha lista, e por aí vai. Após escrever uma pequena reflexão para cada um dos filmes vistos - e que não anularão a existência de uma maior pelo blogue! -, cheguei à conclusão de que Janeiro foi o mês de assistir a filmes de carácter reflexivo, com ensinamentos muito fortes e importantes, pelo que não se admirem pela dimensão desta publicação. De qualquer das formas, tenho a dizer que estou orgulhosa pelos resultados que tenho visto por aí, apesar de não andar a expressar a minha opinião. Pretendo colocar essa tarefa em dia, pelo que vos peço que não se preocupem. Quando menos esperarem, estarei pelos vossos blogues a deixar mil corações na caixa de comentários! ♥

"BURLESQUE" (2010) \\ Eram meia e noite e pouco e eu estava com vontade de ver alguma coisa interessante. Abri a NETFLIX, verifiquei a minha lista de filmes e séries guardadas e, numa de conceder algum energia ao meu espírito, optei por rever "Burlesque", um musical que assisti há alguns anos. Para ser sincera, só me recordava do facto da Aguilera cantar com toda a sua alma, danças sensuais e romance. Nada mais. Quando coloquei play, logo me deixei entreter com o seu vozeirão, com as performances e com as mensagens de superação. Apesar de ser um filme como tantos mais, na medida em que nos apresenta uma trama irreal em certos aspetos, a verdade é que mais facilmente nos sentimos contagiados pelas batidas, do que propriamente pela viagem que as personagens fazem até chegarem onde chegaram. Confesso que me diverti imenso a rever certas cenas, dancei deitada, repeti o primeiro acapella da Ali uma dez vezes - e ainda o faço, pelo Youtube. Quando não se tem sono, é assim! -, e senti-me ainda mais encorajada a nunca desistir das minhas aspirações. Afinal, é por estas que filmes assim existem: para nos divertir, porém, sem nunca deixar de lado o impulso de querermos mais e melhor!

"CALL ME BY YOUR NAME" (2018) \\ Sigo uma booktuber, a Adriana d'"A Redatora de Merda ", e por quem tenho muito apreço pela sinceridade com que ela revela as suas opiniões sobre determinado filme, série, livro ou documentário. Na usual onda de atualizações, vi que ela tinha publicado um vídeo a falar acerca de "Call Me By Your Name" e, desde então, que me senti tentada a explorar a adaptação. Após ter lido o "Movie 36" da Inês Vivas , defini que seria daquela vez... Foi preciso eu me encontrar num mau dia, para sentir a necessidade de recorrer a uma produção que me ajudasse a levantar o astral, e eis que tal resultou... Bem mais do que ansiei! Eis um filme que mescla o melhor das sensações de verão, relatando o crescimento de um vínculo entre duas pessoas. A cada take, eu conseguia sentir os odores das plantas e da terra seca, os sabores das refeições, a frescura da água do rio, das termas, do simples sumo de laranja a escorregar pelo interior da garganta... Até a brisa juro ter sentido à flor da pele! "Call Me By Your Name" é um filme belo, não só pelo tema que trata, mas também pelo ambiente que o vê crescer.

A forma como abordaram o amor entre homossexuais, no ano e locais em questão, foi das mais bonitas e sinceras de todos os tempos! Neste filme, as dores, os ciúmes, o desejo, as desilusões, e toda uma panóplia de emoções que nos acompanham na jornada que é nos apaixonarmos são demonstrados com a humanidade que mereciam, de forma crua e sensata. Não houve espaço para futilidades e cenas já muito batidas. O sexo e a sexualidade foram retratados de maneira tão natural e serena, que eu me fiquei a questionar, muito seriamente, do porquê de não ser sempre assim. Não sei porquê, mas continua a existir quem faça questão de fechar estas temáticas numa película à prova de naturalidade, sem nos darem a oportunidade de sentir as emoções tal como elas merecem!

Fiquei a refletir imenso acerca de mim mesma, e essa tarefa foi bastante facilitada graças aos atores que encarnaram tão bem as suas personagens. Parecia que, na realidade, eu estava a olhar para um documentário e não para um filme, baseado num livro. Referindo esse facto, tenho a dizer que estou disposta a quebrar a minha promessa de não comprar livros até esgotar os que tenho em casa, SÓ para reviver todas as sensações que me acompanharam ao longo daquelas duas horas. Tal como diz a Inês, é um filme para todos!

"TO THE BONE" (2017) \\ Graças à Inês, tive conhecimento deste título. Na altura, pretendia vê-lo e extrair a mensagem que ela partilhara connosco, todavia, outros assuntos se meteram no meio e eu vi-me aflita para inserir um filme que, apesar de tratar do que trata, não correspondia com as aprendizagens que tinha em mente. Quando me deparei com a capa do filme na Netflix, não pensei duas vezes e logo o coloquei. Para vos ser muito sincera, eu tinha medo do que poderia vir a encarar, ao longo daqueles minutos, no entanto, à medida em que fui acompanhado a história de Eli e me afeiçoando à sua personagem, confesso que eu só a queria ver bem e curada, não obstante o tempo que levasse para tal acontecer. "To The Bone" traz-nos a história de uma rapariga que sofre de anorexia nervosa e que, após enfrentar muitos tratamentos, finalmente conhece um profissional que, talvez, a possa ajudar.

Entre aceitar a ajuda e reconhecer de que necessita dela, Eli vai conhecendo outras pessoas que se encontram na mesma situação do que a dela, descobrindo uma força que ela jamais carregou no peito, enfrentando situações familiares, pessoais, amorosas e de amizade. Não derramei uma lágrima que seja, mas não fiquei isenta ao impacto que toda esta história nos transmite. Aconselho-vos a darem uma vista de olhos ao filme e a tirarem as vossas próprias conclusões. Vale mesmo a pena!

"FAT, SICK & NEARLY DEAD" (2010) \\ Há muito que conhecia a história de Joe Cross. Para dizer a verdade, acho que até cheguei a ver este documentário, na altura em que saiu, por pura curiosidade. Como deu para concluir, não fui capaz de aprender quase nada da primeira vez, pelo que esta revisão se me pareceu mais preciosa e útil. Acompanhei todo o documentário com o coração nas mãos, visto que se eu não tivesse prestado atitudes ao Universo, muito provavelmente estaria na mesma situação que a do protagonista. Sem brincadeiras. Felizmente, tomando caminhos diferentes, acabámos por descobrir uma melhor versão de nós mesmos, na certeza de que precisávamos de mudanças nos nossos hábitos alimentares e físicos. Por um lado, aprendi um pouco mais acerca do tipo de efeitos obtidos através do consumo de vegetais, frutas e legumes; por outro, não deixei de me sentir orgulhosa pelo facto de já não estar a caminhar para lá. Tenho muito para trabalhar, no entanto, não faço menções de desistir.

Mesmo que não sofram de obesidade, este documentário é importante por nos apresentar outros tipos de complicações médicas que poderão ser combatidas apenas por uma certa troca de alimentos, refeições, atividades físicas, etc., amenizando a exagerada tomada de medicamentos e prolongado a nossa estadia pela Terra. Vale a pena darem uma vista de olhos!

Já viram algum dos mencionados? Como foi o vosso mês de Janeiro, em termos de cinema?

Publicação inserida no projeto #MOVIE36 . A criadora, Carolayne Ramos, do blogue "IMPERIUM". A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World" \\ As participantes: Inês Vivas, "VIVUS " | Vanessa Moreira, "Make It Flower " | Joana Almeida, "Twice Joaninha" | Joana Sousa, "Jiji " | Alice Ramires, "Senta-te e Respira " | Cherry, "Life of Cherry " | Sónia Pinto, "By The Library " | Francisca Gonçalves, "Francisca " | Inês Pinto, "Wallflower " | Carina Tomaz, "Discolored Winter " | Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia" | Rosana Vieira, "Automatic Destiny " | Abby, "Simplicity " | Sofia, "Ensaio Sobre o Desassossego "

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Estou longe de ser um exemplo para alguém, tendo em conta que ando pouco ativa pela blogo, contudo, reconheço o bom trabalho que tenho feito por aqui. Cheguei ao ponto de evitar sentir-me em baixo de cada vez que algo não vai ao encontro das minhas expectativas, tentando manter um pensamento positivo. Há uns dias, naqueles em que eu não me andava a sentir motivada para nada, a Sofia publicou uma review de um livro que nos apresenta as regras de ouro para se ter um blogue. No final, ela desafiou-nos a escrevermos aquelas que consideramos as nossas regras. Ela até teve a simpatia de me enviar o link da sua publicação, com a intenção de me dar um tema no qual trabalhar. Sei que já vou "atrasada", mas quis que as coisas ficassem bem feitinhas e não apenas por fazer.

E é aqui que introduzo a minha regra #1 - Não escrever só porque sim \\ Compreendo quem goste de ter o seu cantinho atualizado, e não censuro quem o faz, mas enquanto espectadora, chega a um ponto em que me sinto saturada pela repetição de metodologias, temáticas, formas de abordagem, e que eu acredito que poderiam ganhar uma nova cara se a pessoa se dedicasse "um pouco menos". Quero com isto dizer que mais vale cogitarmos bem acerca de uma publicação, moldá-la devidamente, esperar que as ideias assentem e rever os textos com cuidado, do que correr atrás de uma atualização forçada, somente para não deixarmos os leitores em alto mar, perdidos.

Se eles gostam do conteúdo que produzimos, eles permanecerão de cada vez que publicarmos. Não estou para aqui a incentivar intervalos absurdos entre cada publicação, mas acredito que um dia sim e um dia não seria o ideal para grande parte dos bloggers. Não há mal algum em querermos aperfeiçoar o nosso trabalho, mesmo que isso implique não atualizar o blogue todo o santo dia. Vejamos isto como aqueles trabalhos da faculdade: se queremos que eles tenham a devida qualidade, e tendo em conta que os fazemos com a devida antecedência, os resultados serão bem melhores e mais benéficos. Prudência, uma qualidade a ter em conta.

#2 - Apostar nas mudanças e não ter medo delas \\ Talvez esteja a escrever isto movida pelas minhas vivências mais recentes, mas a verdade é que todos nós necessitamos de mudar, em todos os aspetos. Viver num loop constante leva-nos a crer de que tudo está errado e que nada, nem ninguém, quer saber de nós. Quantas e quantas vezes, enquanto bloggers, já não nos sentimos aliciados pela desistência, apenas porque nunca considerámos mudar o nosso rumo? Seja em termos de layout, escrita, temas, apresentação gráfica, plataforma, enquanto testemunha destes aspetos, posso afirmar de que se torna mais inspirador quando cortamos o mal pela raiz e inovamos os nossos métodos.

#3 - Largar um pouco as estatísticas e fazer o que realmente gostamos \\ Vou-me contradizer um bocado, mas um dos maiores segredos de se ter um blogue e fazer parte da comunidade blogosférica passa pela dedicação que implementamos às coisas de que mais gostamos. Ora, seguir as estatísticas ao ínfimo pormenor torna tudo mais complicado, porque faz parte de nós encararmos os dígitos e nos sentirmos tentados a repetir a mesma fórmula, vezes e vezes sem conta, desacreditando as nossas paixões. Já aconteceu com todos: escrever uma publicação que adorámos e que, no entanto, teve poucas visualizações. Em contrapartida, aquele texto que nos custou pouco mais do que cinco minutos a escrever, teve mais atenção e aplausos e, automaticamente, amantes da atenção, repetimos aquela fórmula de maneira infinita, na esperança de que resulte sempre. Bom, ao fim de um tempo, até nos pode trazer mais visualizações, seguidores, comentários... mas valeu mesmo a pena deixar de falar de assunto x, que adoramos, só porque não clama pelo público?

#4 - Esquecer o feedback por uns momentos e considerar se precisamos mesmo dele \\ É óbvio que precisamos de um norte para nos guiarmos, para sabermos se tal tema é, também, do interesse dos nossos leitores, mas e quando não temos esse feedback, será que o melhor é desistir? Vou-vos falar da minha situação: muito raramente, tenho comentários para publicar. Acredito que tal se deva ao facto de eu ter mudado de plataforma e, ainda assim, haver gente que não se deu conta disso, porém, já no outro blogue era assim. Sou capaz de ficar dias sem entrar na minha conta e, ainda assim, não ter nada. Se isso me incomoda? Já me perturbou mais, contudo, o que me motiva a continuar a escrever é a minha inclinação para tal. Posso não ter muito feedback escrito, mas eu sei que as pessoas lêem o que eu publico e, se formos a ver, se calhar até o partilham sem eu me dar conta.

O problema dos comentários é que muitos deles não apresentam fundamento algum. Que piada tem escrevermos seis parágrafos de algo extremamente interessante, publicarmos e recebermos vinte comentários que dizem basicamente o mesmo - leia-se "Concordo muito, beijinhos" , ou então "Gosto muito, tens toda a razão!", ou mesmo "Segui o teu blogue hoje e gosto do que escreves. Segues o meu? *link do blogue*" -, sendo que o nosso objetivo principal é o de puxar pelo lado inquisidor dos leitores, estimulando-os a apresentarem o seu ponto de vista, mesmo que discordem do nosso? Pessoalmente falando, prefiro não ter comentários e receber, somente, opiniões que valham mesmo a pena. Entre não dizer nada e nada dizer, mais vale ficarmos no nosso cantinho, a ler as coisas numa boa e opinar quando sentimos que tal situação merece a nossa opinião.

#5 Não termos medo de sermos sinceros, mas ainda assim, ter cuidado com as palavras que empregamos \\ Muitas vezes, deixei textos e opiniões por escrever, com receio de que as pessoas me caíssem em cima. Não devendo nada a ninguém, aprendi que existem mil e uma maneiras de abordarmos qualquer tipo de assunto, desde que respeitemos as condições dos outros. Escrever parece fácil, mas a verdade é que necessitamos de estar em cima dos factos, ler, ver e ouvir acerca dos assuntos que queremos conversar, na possibilidade de nos defendermos, caso alguém dê para esperto e nos comece a ofender. Seja pela internet ou no meio pessoal, detesto pessoas que se acham donas da verdade e que começam por proferir um discurso nada a ver, ostentando uma individualidade deveras nojenta. Respeito quem demonstre perceber daquilo que fala, argumentado com base nas suas experiências pessoais e não somente naquilo que os outros dizem, pois, a maneira como construirmos uma opinião afeta todos em nosso redor, logo, fundamentar um ponto de vista com base numa única observação nunca dará em nada. Sejam inteligentes, humanos e respeitosos. Não custa nada!

Sofia, muito obrigada pelo desafio! Sei que levei o meu tempo, mas valeu mesmo a pena assentar as ideias e fazer este post-resposta! Aos restantes leitores, fiquem à vontade para aderirem, de igual modo, a este desafio!

Quais as vossas regras de ouro para se ter um blogue?

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Comum a todos os estudantes académicos, Janeiro foi o meu mês de exames, apresentações, entrega de trabalhos, assim como de entrar de férias e gozar do meu merecido descanso. Na verdade, só fiquei com o espírito calmo quando recebi todas as notas, embora não tenha concordado com grande parte delas. Após um semestre trabalhoso e no qual me dediquei, pretendo continuar a batalhar no semestre seguinte. Apesar de me ter visto livre das usuais responsabilidades, não me recordo de ter chorado tanto no início de um novo ano. Concedi-me a ser vulnerável, a expor os meus pensamentos e sentimentos, esforçando-me por compreendê-los... Descobri as respostas e facetas que há muito procurava, libertei-me de dores e pesos fora de prazo, li pouco, contudo, vivi e aproveitei cada momento, sendo eles pautados pela preguiça, pela convivência ou pela solidão.

Em Janeiro, celebrei aniversários; mantive o foco; vi o #movie36 a estrear-se de maneira bela; revi pessoas muito queridas e com as quais partilhei chocolates quentes, chás, tostas e saladas; tentei colocar os pés na praia, mas falhei nesse aspeto. Pretendo fazê-lo o quanto antes! De igual forma, planeei almoços que, logo, logo, terão lugar na mesa; ultrapassei uma gripe teimosa e que me presenteou com uma otite - maravilhoso, né? -; jamais me deixei ir pela total avalanche e permiti-me a ser feliz. Ainda antes de terminar, conversei com Janeiro e chegámos ao acordo de criarmos planos e desafios para o mês de Fevereiro, de modo a tornar tudo mais fácil e realizável. Ainda aguardo, com um certa curiosidade, pelo tiro de partida e mal posso esperar para chegar lá... Porque no meio de tanta excitação, não existe espaço para dúvidas!

Como foi o vosso mês de Janeiro?

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Todos os textos, fotografias e montagens são da minha autoria, pelo que peço que não os copiem, a não ser que me contactem primeiro, citando sempre a fonte de origem. À exeção das fotografias que eu mesma fotografo, todas as que são frutos das minhas pesquisas, estão devidamente creditadas com legendas. Caso alguma fotografia da vossa autoria esteja colocada aqui no blog, agradecia que me contactassem, para que eu a possa creditar, ou eliminar, caso seja essa a vossa vontade. Obrigada.