medschool
Hoje é um dia demasiado importante para mim. Recebi a nota do meu último exame da primeira época. E não podia ter recebido melhor notícia. Hoje sim, posso respirar de alívio porque um ano já lá vai! Foram meses e meses de adaptação a tudo e a todos…

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O meu conceito de uma "boa nota" mudou tanto.



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Esta semana resolvi não ir a casa. Comecei a aperceber-me que ir a casa de semana a semana começava a tornar-se realmente stressante, cansativo e gastava imenso tempo em fazer malas, desfazê-las, conviver, reviver a cidade, a família e ... o meu Netter (aka my med book) continuava intacto. Por isso, decidi ficar, assim como o meu irmão.
Por incrível que pareça, sinto-me mais presa à cidade, mais conquistada à faculdade e mais tranquila. Não tenho que me preocupar se o meu horário vai ser bom nesta semana porque não tenho mesmo de planear qualquer viagem de comboio ou coisas relacionadas com uma ida ao norte. É claro que a saudade não acaba. Ainda custa - e custará sempre - não ver o sorriso da minha mãe assim que acordo, mas sinto que vai ficando mais fácil viver em Lisboa. 

Esta semana foi incrível. Cheguei todos os dias a casa com vontade de me arrastar para a cama, mas com uma vontade ainda maior de acordar no dia seguinte! 

Só porque devemos guardar uma recordação daquele primeiro trabalho que nos faz tremer, durante dias e dias.

Finalmente apresentei o meu trabalho sobre a tal articulação de que vos falei - sim, porque foi adiada - e correu-me normalmente, achava eu. No final da apresentação, tive ainda direito a um "Muito bom, gostei mesmo muito." e "como é que te chamas? Inês Vivas? Nome giro." de um dos meus monitores mais exigentes e sabicholas de sempre. Foi igualmente enriquecedor ter ouvido bons comentários por parte dos meus colegas. Alguns ainda nem me tinham dirigido uma única palavra desde o início do semestre e, depois disto, vieram todos falar comigo. Senti que se sentiram à vontade comigo para tal e isso, para mim, foi o essencial do dia. 

Tenho-me sentido cada vez mais preenchida. Não quero com isto abrilhantar por completo os meus dias. Há dias menos bons, em que nos sentimos mais frágeis por sabermos que estamos a kms de casa ou porque simplesmente perdemos um autocarro, mas à parte desse drama lisboeta, começa tudo a encaixar-se como era suposto. Não sei se me faço entender, mas começo a sentir-me a Inês, de Braga, cá em Lisboa. É estranho, mas quem está longe de casa perceber-me-á, de certeza.

As pessoas têm contribuido imenso para a minha integração. E eu, que nem sempre fui a pessoa mais social - e não sociável, é diferente - começo a sentir-me mais integradora, no sentido de expandir os meus horizontes e não ter uma seleção de amizades tão fechada e impermeável como outrora insistia em ter.

Esta semana foi só fantabulástica porque também tive do meu lado uma das melhores pessoas desta minha fase, que se começa a revelar essencial na minha vida. A ela, devo-lhe todo um mix de gargalhadas e boa comida, que invadiu os meus últimos dias. 

Por outro lado, esta fase da minha vida está a renovar-me, por completo. Sinto-me a amadurecer, a ver as coisas com outros olhos e a agir de formas mais consistentes. Nunca fui de deixar que me passassem a perna - no sentido de me rebaixarem ou humilharem - mas agora, mais que nunca, defendo-me a 100%, sinto-me digna da minha justiça e luto sempre por aquilo que sou no mundo. Sei que isto não fará qualquer sentido para vocês, sendo assim uma espécie de pensamento aleatório, mas a verdade é que há situações que fazem parte da aventura viver sozinha acompanhada (uma vez que estou a morar numa residência universitária) que nos ensinam a usar a nossa própria voz para definirmos os nossos direitos. 

P.S: Sim, eu sei que se começam a fartar das minhas etiquetas: #medschool, #college. Prometo começar a falar-vos de outras coisas que não incluam a minha vida de universitária! Hope you are all well! Kiss kisses

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Este mês de Setembro teve tanto de enriquecedor como de destruidor. Enriqueceu-me enquanto pessoa. Tornei-me ainda mais senhora do meu nariz do que era, assim como me deu pessoas espetaculares e lições que terei em conta para o resto da minha vida. Por outro lado, cortou a réstia de cordão umbilical entre mim e os meus pais. Acho que não estava preparada para tal desapego, mas sinto que é uma questão de tempo e de visitas a casa para me lembrar de quem sou e das pessoas que me amam.

Foi um mês de gargalhadas, choros, entusiasmos, paixões pelo curso e sobretudo afirmação de convicções que já tinha. 
Não tenho estado muito pelo blog, porque tenho andado a estudar Anatomia com afinco, mas prometi a mim mesma que apesar da carga intensiva do curso não iria nunca deixar o blog. Os posts podem ficar menos construtivos e mais curtinhos, mas serão feitos à mesma! Ah, desde já um agradecimento a todas as bloggers e restantes não bloggers que me têm acompanhado nesta etapa. Continuam comigo!

E agora, deixo-vos com algumas fatias do meu tão denso Setembro:

1. O Auditório de Anatomia. 
2. Eu e o meu irmão gémeo na viagem de regresso a casa. (all smiley)
3. Eu, pelas ruas do Chiado. Só neste dia vi 3 famosos. Todos eles antipáticos.
4. O desejo concretizado: Comer um gelado da Santini.
5. A minha participação no Projeto Pic Me, do blog Lucky13.
6. A minha nova cómoda, em Lisboa.
7. A primeira vez que comprei papel higiénico porque percebi que não tinha ninguém que mo fizesse.
8. Um lanche com a melhor amiga do mundo num novo sítio, em Famalicão.
9. E por fim, acompanhada por caloiras da FMUL. 

Bye!

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Hoje não deu para sorrir. Dizer adeus àqueles que mais amamos é a coisa mais difícil que fiz até hoje. 
Ainda há pouco pensava que o difícil era conseguir entrar no curso que queria, que tão altas notas me exigia. Pensava eu que mesmo que conseguisse, ia ser complicado adaptar-me à vida noutra cidade, noutra "escola". Mas a verdade é que nenhuma dessas coisas me assusta tanto como estar longe do belo rosto da minha mãe e dos preocupados olhos verdes do meu pai. E quando isso é já preocupação, tenho também em pensamento o humor do Diogo. A minha gargalhada não é verdadeira sem ele. Já nem me lembro da última vez em que me ri à séria, sem ele estar presente. "São só 4 dias." , dizem eles para me reconfortar. Quando estamos sozinhos, as horas passam a dias e os dias meses. O tempo tem sido uma das coisas que mais ocupa a minha cabeça. Já nem ligo aos aviões. Acho que já nem os ouço. O tempo assusta-me. 
Porém, quando estou sentada naquele auditório - até mesmo na aula de BMC às 8 da manhã - duas horas parecem meia. Eu acho que cada vez mais me surpreendo. Cada vez mais me convenço de que estou no sitio certo. É como se abrissem   uma gaveta ao calhas e descobrissem aquele par de meias mais confortáveis. Estar na minha faculdade tem sido exactamente isso. Uma escolha certa, mas ao mesmo tempo um ótimo acaso. 
Eu sempre quis estudar Medicina. Mas também sempre tive aquelas dúvidas chatas de: Será que vou gostar? Será que só quero isto porque a sociedade me diz que é um cargo que dá estatuto e garante emprego? Não estarei eu a perder vida? A perder o amor da minha vida  porque faltei àquela festa ou àquele encontro onde ele estaria à minha espera? Será isto para ti, Inês? 
Sei que estou no início da ponta do iceberg. Sei que é precipitado tirar conclusões já.  Mas também sei dizer-vos que aquele é o auditório onde eu pertenço. Os meus valores, as minhas crenças abanam a cabeça  de forma concordante quando ouço qualquer meu professor/doutor a falar, a preparar-me para ser uma futura médica. Não houve ainda momento em que dissesse: O que é que eu estou aqui a fazer se não me identifico com as coisas que me são exigidas?

Não consigo não me identificar. Adoro o que "faço", adoro o que aprendo, adoro o que ensino aos meus pais quando chego a casa (sim, eles ficaram todos orgulhosos quando lhes disse o que era uma articulação temporo-mandibular).
É nestas alturas que as lágrimas que me escorreram pela cara abaixo quando me despedi hoje deles, na estação, me parecem saudáveis. Não há nada tão mais justificável do que chorar pelos sacrifícios que um dia nos farão mais felizes. Se farão? Se valerão a pena? Resta esperar pelos amanhãs de então.

Eu amo-vos e odeio as nossas despedidas. Até sexta, melhores pessoas do meu mundo.

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O dia começou, para mim, às 9h20 da manhã. Tenha-se em conta que a minha aula era só às 11h. Porém, como eu ainda sou um pouco analfabeta em conometrar o meu tempo e geri-lo em função de apanhar o autocarro a tempo, acabei por acordar muito mais cedo para evitar atrasos e cheguei ao Hospital eram 10h15. Liguei a uma colega minha e tomamos o pequeno-almoço juntas, na faculdade.

Sendo uma segunda-feira escura e chuventa, eu diria que as aulas introdutórias que tive hoje iluminaram o meu dia. 
Comecei com Módulo II; que é uma aula teórica que reúne cinco cadeiras: Fisiologia, Farmacologia, Histologia, Fisiologia, Anatomia e, por fim, Bioquímica. Este módulo vai funcionar da seguinte forma: imagine-se que falamos de um determinado osso do corpo humano numa destas aulas, o que acontece é que em cada uma das cinco cadeiras haverá uma parte da matéria correspondente a esse mesmo osso, nomeadamente a descrição, a localização e até a função do mesmo. E estou a fazer este aparte porque desde que tenho o horário que me questionava acerca destes Módulos. Não fazia ideia o que seriam. Hoje, fiquei esclarecida!

O meu professor de Bioquímica é simplesmente um dos professores aparentemente mais simpáticos e compreensíveis, que conheci até hoje. Deixou-nos com uma ótima primeira impressão, tanto dele e do seu método de aula como do próprio curso. Há muito que não me sentia tão inspirada e motivada em relação a um projeto. 
Apontei até algumas das frases que foi proferindo ao longo da aula, passo a citar:

"Na vida não interessa só o que vem no exame, há outras coisas que interessam e muito, felizmente."
"Não se precipitem, apenas esperem o melhor e preparem-se para o pior."

Depois, saímos do auditório e fomos direitinhos para um anfiteatro (já mais antigo e feito de madeira) e aí comecei a sentir aquele espírito académico incrível, que simplesmente é indescritível. Neste espaço já conseguíamos ver as caras uns dos outros, estar mais próximos do locutor - que neste caso era um doutor - estávamos então na nossa primeira aula da tão temida Anatomia (aka o cadeirão do primeiro ano de Medicina).
Não saí de lá assustada. Saí de lá ainda mais entusiasmada. Acreditem que era capaz de viver o dia de hoje mais umas mil vezes só para voltar àquela atmosfera. E olhem que o resto do dia não foi assim tão magnífico.
Almoçámos na faculdade (ao tempo que não comia uma comidinha tão completa!) e decidimos que íamos ao Colombo, mas a chuva decidiu por nós e ninguém foi a lado nenhum.

Meti-me num autocarro, o 701, que só por acaso ia com mais ou menos 100 pessoas lá dentro, em hora de ponta, apertadas, soadas. Meu Deus. Demorei cerca de meia hora a chegar a casa, quando normalmente faço-o em 10 minutos. 

E agora estou cheia de sono, porque os aviões não me têm deixado dormir. São uns fofos.
As segundas-feiras não seriam o mesmo se não chateassem um bocadinho. 


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E é já amanhã. Um dia tão importante para mim, por duas razões: 
a primeira já sabem; é o concretizar de um sonho há muito sonhado,
 a segunda; porque a minha mamã faz anos e não vou poder estar com ela.

Um dia dedicado a estreias, como veem.

E bom, agora o que me está a moer o juízo - assim como a maior parte das meninas que vão para a escola amanhã - é que roupa irei levar? Fará frio, fará sol? Hum, the mistery of life.

Wish you all a good good start! 

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Andar 15 minutos a pé, desde "minha casa" até à minha faculdade, todas as manhãs, enquanto não há passe para ninguém;

Aprender a fazer massa pela primeira vez, porque chamar três vezes "mamã!" não vai fazer com que ela apareça, de certeza;

Estrear-me no metro, com destino ao Marquês de Pombal e a Laranjeiras;

Fazer amizades à velocidade da luz, que no dia seguinte já não se lembram de te ter conhecido, e isto num estado sóbrio;

Termos doutores a chamar-nos "oh caloooooooiras" umas 1214384804 vezes;

Estar numa festa, olhar em redor e não ver uma única cara que conheças; mas mesmo assim criar a ilusão de: eu acho que já vi esta pessoa nalgum lado.

Ouvir aviões a passarem por cima do nosso teto, demasiadas vezes ao dia (dizem que me vou habituar...veremos!)

Lidar com as caras antipáticas do outro lado da rua, enquanto esperamos pela mudança de cor do semáforo;

Estar a muitos kms dos meus pais e a poucos do Diogo (aka twin brother), e ainda assim não ter estado com nenhum deles;

**
Mas enquanto caloira de Medicina, é também:



Percorrer parte do Hospital de Santa Maria de forma a chegar à faculdade, e ver todo aquele espaço como o nosso próprio futuro, a nossa próxima casa e sentirmos uma alegria interior enorme e também inexplicável por pisar aquele chão sagrado;

Ter a sorte de encontrar uma máquina de café em tudo o que é canto; e por sinal, muito booooom!

Ir lanchar à sala do aluno (uma espécie de bar gigante) e ver médicos e enfermeiros por todo o lado, perfeitamente comuns na sua pausa diária - these moments reminds me all the time Grey's Anatomy lunch breaks)

Comprar o primeiro livro de Anatomia (e por sinal, o único aconselhável a comprar mesmo mesmo mesmo no nosso curso) e sentir que o peso que me tirou da carteira foi substituído por uma vontade enorme de começar a lê-lo;
(se forem ao meu instagram - @nesvivas - podem encontrar uma foto exemplar do mesmo)

Conhecer pessoas que partilham desde sempre o mesmo sonho que nós, o que acaba por nos tornar um pouco mais humildes, por sabermos que constituímos apenas 1% das vontades do mundo;

Ver pessoas que se tornam reais, ao passarem da tv para o auditório da minha faculdade, tais como Maria de Belém e David Gordon, que compareceram no Dia da Faculdade, no qual foram comemorados os 100 anos da instituição;

Passar pelo metro às nove da manhã e termos uma orquestra a dar-nos boa música, logo pela manhã;

Adorar a comida da cantina, que é super saudável e completa;

Ter uma mentora incrível que, por sinal, é um crânio a Anatomia e que é uma excelente pessoa, o que a torna numa espécie de deusa;

Perceber que muitas das aulas do meu curso serão abordadas em Inglês, o que... for some reason makes me more excited about it;

Saber que as aulas teóricas serão feitas num auditório gigantesco, com todas as pessoas que frequentam o meu ano, o que acaba por quebrar aquela coisa de estarmos todos juntos e apertados numa salinha, como no secundário;

 E por fim,
saber que no final do meu primeiro ano (se tudo correr bem) poderei fazer um estágio de Verão e melhor, poderá ser feito na minha cidade mãe, se assim o desejar (é claro que vou desejar!);

***

Estas foram as minhas primeiras impressões. Como só cheguei a meio da semana, acabei por perder algumas palestras de introdução ao curso (disseram-me que não perdi nada, porque não foi nada útil), o que me deixou um pouco desorientada, e me impediu de ir à praxe, por ex, uma vez que tinha que tratar do passe (com alguma urgência), de conhecer alguns supermercados (para que não passe fome por cá), fazer várias rotas de autocarro e claro, assistir a algumas das restantes palestras da minha faculdade. 
A faculdade e as pessoas são o que mais me tem conquistado nesta viagem académica. As saudades começam a crescer e claro, a comidinha da mamã faz falta a esta barriguinha.

Resta-me esperar por segunda-feira e não desesperar! 

WISH ME LUCK. Hope you are all having a good week.

Kisses, 

Nês


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