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Sou estudante há 15 anos - wow - e à medida que fui adquirindo experiência neste campo selvagem que é a educação académica percebi 3 coisas: 1. O trabalho não vai desaparecer mesmo que eu o ignore muito ( leia-se: procrastine ) 2. Ter conhecimento …

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Pois é. Estamos em Outubro e a faculdade inunda a vida. Ultimamente, tenho usado estas apps religiosamente e percebi que me são realmente úteis e importantes no meu trabalho diário. Tenho a dizer que as duas primeiras terão mais interesse para estu…

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fashion, college, routines
september, hey you.  Tenho ainda mais duas semanas de férias para gozar, mas não resisto a uma boa lista de "essenciais" para recarregar baterias - I mean, ganhar a boa da motivação - para acordar todos os dias à horinha do galo e regressar a casa …

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O número V não é um número particularmente feliz. Sempre o achei um bocado convencido de si, como se estivesse numa constante disputa entre quem fica com ele: o quatro ou o seis. De facto, desde pequena que personifico o número 5 (ele e os restantes! por favor, digam-me que não sou a única pessoa viva que o faz) e  até agora não lhe tinha grande afeição. Talvez não lhe tivesse dado a devida atenção. Talvez porque passei grande parte da minha vida a amar o número IV e tudo o que lhe diz respeito, fui-me esquecendo de procurar os outros números, com iguais ou melhores simbolismos, energias.

Quem me estiver a ler, neste momento, é oficial que já me acha a louca da numerologia. O IV tem de facto um carinho meu (nem que seja pela estrondosa coincidência das minhas iniciais Inês Vivas). É um número que sempre teve conexões fabulosas associadas a ele na minha vida e, além disso, é o meu número da sorte, a ter sempre em conta quando estou aflita entre alíneas. Tudo isto o torna belo.



Em Maio, descobri mais de mim. E das coisas que gosto. E foi aqui que o V ganhou significado. Passou de número a muito mais.

I. Voltei a sentir música. Não simplesmente a ouvir e a cantá-la, mas a apreciá-la. A saborear cada verso como se de uma tradução do meu coração se tratasse. Parei o que estava a fazer para escutar música como há muito tempo não o fazia. Evitei as playlists rápidas do spotify e fiz uma para mim, no meu telemóvel, com músicas descarregadas, como nos velhos tempos. Depois de o ver na queima das fitas do Porto, voltei a ouvir James Morrison ... ai e que saudade dos tempos de miúda bateu.

II. Espinafres, abacate e ovo juntos é um novo favorito. Não só porque saladas em época de exames são um time saver, mas também porque sabe realmente bem e, se não a tivesse provado no Choupana (podem ver aqui uma foto da dita cuja) desconheceria o quão feliz é este casamento de ingredientes. Obrigada, Choupana.

III. Iniciei o meu Minimal Fashion Plan que apesar de ter um grande nome é, no fundo, uma coisa bem simples. É uma espécie de cápsula solucionadora onde coloco todos os outfits que eu acho serem capazes de me darem leveza. Não apenas estilo, mas conforto e felicidade. Parece redutor ligar a nossa imagem a um sentimento tão popular e polémico como a felicidade mas eu acredito muito no poder de uma boa noção de nós mesmos quando saímos de casa pela manhã e, além de acreditar, tenho a certeza que é uma das coisas que mais feliz me faz nos primeiros momentos do meu dia: aceitar o meu aspeto. No novo livro que estou a ler, a autora diz que o estado da nossa pele pela manhã é o maior influenciador do nosso mindset para o dia que vamos ter. E eu só posso concordar. Uma borbulha ou uma pele seca matinal tira-nos um kilinho ou outro de motivação, como serão capazes de perceber por experiência própria.

IV. Descobri que uma má série como Riverdale também pode ser favorita?? Como veem, ainda estou muito confusa com este sentimento mas, de facto, desde o episódio 1 que eu percebi que Riverdale não era uma série com a qualidade de Game of Thrones, House of Cards, The Crown ou tão pouco como outras do mesmo registo (se quisermos ser mais justos nas comparações) como Gossip Girl. Para perceberem: só o protagonista em meia dúzia de episódios teve uma dúzia de namoradas. E tudo acerca de Riverdale é drama, diálogos fáceis e também muito superficialismo. Massss... ainda assim, algo me fez devorar a série, do início ao fim. E o último episódio fez-me querer uma segunda temporada, por muito contraditório que possa parecer.

V. Maio foi um mês de mudanças e com ele surgiram algumas oportunidades: uma delas foi poder escolher a especialidade médica do meu estágio de fim de 3o ano. Vou poder acompanhar a equipa médica de Ginecologia e Obstetrícia no hospital da minha cidade durante um mês e meio e estou muito ansiosa e feliz por esta oportunidade. Sinto que é especial por ser em Famalicão. É uma espécie de reunião dos meus dois mundos: trabalho de dia e família e amigos à noite. Outra das coisas que surgiu foi a Gala da Bata Branca na minha faculdade. É uma cerimónia da qual só tive conhecimento este ano e muito honestamente, tendo em conta o dia em que seria, eu já estava a pensar em faltar porque queria regressar a casa. Felizmente, tenho duas miúdas lisboetas incríveis que me fizeram retroceder e ficar para assistir à gala, à nossa gala. Fico muito grata por isso. Pudemos finalmente despedirmo-nos dos anos teóricos e marcar a passagem para o 4o ano, o primeiro de muitos anos clínicos. Ouvimos palavras com significado, estivemos juntos e percebemos o quão rápido tudo isto está a passar. Resumindo, a mensagem que fica é aproveitar todos os micromomentos com as pessoas de Lisboa, em Lisboa. Porque, de facto, tudo isto é temporário demais para mim e para eles e, daqui a 3 anos, se tudo correr bem, o capítulo faculdade encerrará.

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Vim lançada para vos falar de um caderno em particular e dei por mim perante este cenário de guerra: sim, é verdade, eu usei estes 7 cadernos num só semestre. Um minuto de silêncio, por favor.




Nos últimos meses, tenho vindo a receber alguns pedidos para fazer uma publicação que incluísse mostrar-vos a minha "agenda". Foi neste formato que os pedidos vieram, mas de facto o caderninho que aparece no meu instagram é um caderno simples, que de organizado e agenda tem pouco e de uso tem muito...!

Aliás, gosto tanto dele que este ano já me ofereceram uns quatro semelhantes a este, que já foram completamente usados, como podem ver na primeira imagem. São sempre pretos, com páginas lisas ou de linhas - prefiro a liberdade das páginas lisas - e pequenos. Cabem em qualquer mala e pesam pouco: o equilíbrio perfeito.



Ainda há pouco tempo disse à minha mãe que a parte do estudo que eu mais gostava era a de desenhar. E é estranho, porque eu nunca fui nada boa a desenho - nada mesmo! - e de repente, na faculdade virei uma miúda super esquemática com uma caligrafia em evolução... E é seguindo esta linha de pensamento, que também queria partilhar convosco esta espécie de dica de estudante: escrevam mais.


Passo a explicar-me: Bem sei que nem toda a gente gosta de resumos, ora porque demoram imenso tempo, ora porque daqui a umas horas já nem me lembro de nada, para quê escrever? Mas de facto, ajudam muito. A nossa capacidade de memorização vai muito para além daquilo que lemos. O facto de memorizarmos que naquela página A nos enganamos a escrever B, vai ser uma forma simples de nos lembrarmos daquela informação no dia de exame. Já me aconteceu imensas vezes e celebrei o facto de não ter desistido dos meus esquemas. 


Outra coisa surpreendentemente básica que eu negligenciei por muito tempo foi: 
a criação de um belo esquema de cores.
Principalmente para farmacologia, quando temos que decorar uns 200 nomes de fármacos, mecanismo de ação, aplicação terapêutica, efeitos adversos e ainda contraindicações, é muito incrível o que um marcador com cor diferente para cada categoria é capaz de fazer pela nossa memória visual.

E já que falamos em marcadores:

Aqui podem ver os três mais recentes da minha modesta coleção. Comprei os três na T I G E R por menos de 4 euros e, apesar de não poder utilizá-los numa folha de papel normal, porque a tinta transfere facilmente, uso-os em folhas grossas, quando quero criar títulos com diferentes caligrafias. Confesso que ainda não lhes dei o devido uso, mas sinto que me vão ser muito úteis, principalmente na preparação de conteúdos aqui para o blog.

E, por fim o meu top 4 de material escolar, os meus #NÃO VIVO SEM:


1. Marcador Textmarker 490 da Pelikan | Não me parece que este sublinhador seja novidade para qualquer estudante. Sempre que me falha, reponho. Tenho outros como segunda opção, mas recorro sempre sempre a este. Tem uma cor tão forte que parece que me obriga a ler a matéria (mais nerd que esta frase impossível)

2. Pigment Liner 0.5, da Staedtler | Esta caneta é amor. Descobri uma paixão por canetas pretas, recentemente. Especialmente por esta. Tenho a de 0.5, mas sinto-me inclinada a comprar uma ainda mais fininha, para obter um efeito mais suave. Adoro-a! 

3. Um lápis de minas random | Prefiro os lápis de minas ao lápis convencional. E este tem a "pegada" certa. É um lápis gordinho e os lápis gordinhos deixam-me feliz. (ligeiramente patológico, eu sei!)

4. Caneta dourada BIC | Esta miúda é usada para ocasiões especiais: exames. De resto, uso-a muito pouco, desde que conheci aquela caneta do ponto 2.

***

Bem, aqui fica uma breve apresentação do meu caderno, bem como algumas dicas e sugestões de material escolar caso estejam perto de esgotamento de stock. Para ser sincera, gosto muito de ler este género de post noutros blogs e, por isso, convido-vos a pensarem numa publicação com este tema de base, caso se tenham sentido suficientemente inspirados! 

Espero ter satisfeito os pedidos de alguns subscritores. kisses! :)

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... planeio viver dentro de um casaco longo, ligada à máquina de café mais próxima da biblio, inspirar-me com uns quantos episódios de Dr. House, de forma a tolerar a overdose de fármacos que tenho que saber na pontinha da língua e respirar. Prescrevo-me umas 10 inspirações/expirações conscientes ao dia. P R E C I S O D E  F É R I A S.

Avisem-me se encontrarem solução para esta síndroma. 
(e não vale recomendar paciência! já tenho um frasco.)

Saudações académicas.

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Depois de 3 semanas de estudo intensivo, com direito a duas mega provas e apresentações de trabalhos, aqui estou eu! Sobreviver a estes dias stressantes tem-se tornado uma arte.
Mas não vos venho falar de trabalho, venho sim falar nestes dias de pura liberdade que tenho pela frente e a forma como os vou aproveitar ao máximo, sinto-os como a minha última oportunidade de descansar até entrar em modo exames.

Como primeiro desejo, vem o sono! Preciso, quero, vou oferecer-me umas 9h de sono neste fim-de-semana. Em segundo lugar, vêm as minhas queridas e sinceras amigas. Tenho tantas, mas tantas saudades delas. A nossa sexta-feira à noite tem sido negligenciada e, por isso, amanhã é dia de reunião. Boa comida, bons mexericos, misturados com umas filosofias dignas de filme francês ao terminar da noite... assim se fazem os nossos dias juntas.

Vou visitar os meus avós, que há muito não me recebem para um almocinho bem ao jeito da minha vovó. E, claro, cuidar de mim: estas unhas não veem um belo de um verniz há um mês. 

Por fim, vou mergulhar no fim-de-semana e triunfá-lo com direito a sessões de cinema, a reposição de séries - tenho que me atualizar em How to Get Away with Murder, agora que terminei House of Cards - e claro, brindar tudo com o meu pijaminha e chá, que nem um velhinha confortável na sua cadeira preferida.

Passei para vos falar de mim, mas deixo-vos um incentivo caso estejam numa fase stressante. Como vos digo sempre: Vai passar. E, como todas as coisas que são temporárias, não merecem preocupação eterna! Tenham um excelente fim-de-semana. :)

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É Sábado. O melhor dia da semana! E é nestes dias de relaxamento total que gosto de refletir acerca da semana que passou e planear da melhor forma a semana seguinte. A semana que se avizinha vai ser bem mais calma que o semestre inteiro, bem sei. Tenho apenas dois dias de aulas importantes e isso significa: muito tempo livre. Se estivesse por cá, o plano seria bem mais modestinho, mas visto que Lisboa será a minha casa, vou aproveitá-la como ela é: fashionista e propícia a saídas.

1. GLASSES ON. Recentemente, descobri a ALDO. Uma sapataria, onde podemos encontrar belos pares de óculos. E o melhor são as promoções! Vale a pena conhecer. E eu vou tentar dar lá um pulinho para descobrir o meu par de óculos pretos ideal.

2. FASHION ON. Um par de calças de ganga, de preferências as minhas Mom Jeans, aliado às outonais sweaters é o sonho de uma miúda que gosta de estar confortável e fashionable, tudo ao mesmo tempo. Esta foto veio diretamente da Semana da Moda de Milão e eu estou rendida a ela: a ganga casada com o rosa velho, tudo decorado com uns acessórios discretos, mas essenciais! Estou a pensar fazer um post sobre a minha recente paixão por acessórios (funny fact: eu odiava acessórios! achava-os chatos e dispensáveis).

3. FRIENDS ON. Se tudo correr como planeado, esta semana temos um girlsnight. Como estamos todas um bocadinho fartas de carne, estamos a pensar experimentar um vegetariano. Alguma sugestão de restaurante veggie em Lisboa?

4. GOODIES ON. Com certeza, já ouviram falar da nova Magnum Store que estreou na capital. Ando a adiar a minha ida aos meses! Espero deliciar-me com o meu Magnum personalizado nesta semana, caso contrário poderei dizer que nunca tive o prazer de lá entrar (a loja encerra em Outubro, por isso corram para lá!) A pop-up store encontra-se aberta nesta última semana, de segunda a quinta-feira, das 12-22h e de sexta a domingo, das 12h à 00h, no melhor sítio de Lisboa: o belo Chiado!

(fonte da foto aqui)

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Pois bem, este ano entusiasmei-me um bocado cedo demais e comecei já a recolher algum material escolar para este terceiro ano que se avizinha. Pensei em fotografar as minhas compras, mas algo melhor me surgiu: porque não mostrar-vos, através de um filme?



Sublinhadores Bicolores - marca Auchan
Marcadores finos (x20) - marca Auchan
Caneta dourada e prateada - BIC
Caderno Margaridas - coleção de material escolar, no Jumbo
Caderno com padrão azul e vermelho - loja local
Caderno Mármore - antiga coleção TIGER
Estojo - coleção de material escolar, no Jumbo

E é isto! O mais próximo de um vídeo que podem ver, aqui no She. Talvez para a próxima apareça mais um bocadinho. Digam-me se gostaram do formato deste post!


P.S: para quem quiser saber, filmei este vídeo com o meu Samsung Galaxy S6 e editei-o no programa Wondershare Filmora.

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Queria fazer esta publicação há já algum tempo, mas achei que esta seria a altura ideal para ela chegar à blogo. Primeiro, porque me sinto mais confortável em recomendar-vos estratégias que resultaram ao longo do semestre, sendo eu a cobaia da coisa. Segundo, porque mesmo que tenha chegado um bocadito atrasada para esta primeira fase de exames, há sempre quem vá à segunda e que precise de uma motivação extra, não é verdade? Pessoas que vão daqui a uns meses ingressar no mundo canibalesco da universidade, aqui vai o meu top 4 de coisas-a-fazer em tempos de verdadeira guerra académica.

1. Considerem o dia 1 de estudo o mais importante da época de exames. É aqui que devem organizar-se. Comecem por pegar numa folha e anotar todas as informações que precisam: datas de exame, matéria exigida, tempo de exame, tipologia do exame. Só quando tenho isto feito é que me sinto preparada para abrir a primeira sebenta, o primeiro ppt - coisas que devem também ter já descarregadas ou imprimidas nesta altura - e começar a queimar pestana a pestana. 

2. Esta é uma dica sagrada. Sempre que estudam um determinado tema, queiram saber mais sobre ele. E com isto, não digo que se ponham a ler uma carrada de artigos sobre o assunto no PubMed. Quero sim encorajar-vos a fazerem com que o que acabaram de ler ganhe vida, faça sentido! E como é que eu o faço? Youtube. O maravilhoso youtube. Deixo-vos alguns canais que tenho vindo a seguir: 

3. Uma boa memória visual ajuda. E neste momento já vos sinto a pensarem Ai eu sou péssima/o a lembrar-me de coisas. Mas o truque está num método simples e fantástico: os esquemas. O facto de serem vocês a fazerem a seleção de coisas a reter de um determinado tema e a colocarem-nas em modo causa-efeito, ajuda o nosso cérebro a associar cores e palavras de uma forma sequencial. No exame isto é um ponto a favor da vitória, porque vão até lembrar-se das coisas mais inúteis que surgiram aquando do vosso registo: já me aconteceu de me lembrar a qual classe pertencia um fármaco por o ter escrito na coluna da esquerda.. ou então por me ter enganado a escrevê-lo, enquanto fazia os meus resumos. São coisas banais, que chegam a ter muita importância no momento da prova. Por isso, resumindo: esforcem-se a escrever mais, digam mais vezes não às tabelas monótonas, feitas por outras pessoas, que não vos vão ajudar a memorizar o que lá estava.

4. Falem, falem, falem! O ambiente de estudo quer-se calmo, silencioso e pouco perturbador. E isto até podia ser tudo verdade se ser um bocadinho esquizofrénica a estudar não me valesse uma melhor "digestão do estudo". O que eu mais faço, principalmente quando não percebi patavina daquilo que acabei de ler, é: 1) lê-lo em voz alta 2) tentar explicá-lo para outra pessoa. E este ponto 2 passa por, por exemplo, subir ao andar de cima e, do nada, dizer aos meus pais: Sabiam que o bebé deve sugar o leite materno da aréola e não do mamilo?. O truque é debaterem a coisa mais parva com quem quer que seja que está à vossa volta, mesmo que isso seja a informação mais inútil e aleatória de sempre. Acreditem ou não, a piada do debate vai permanecer nas nossas mentes académicas e potencialmente valer-nos uma resposta correta no exame, à conta disso mesmo.



Além destas 4 dicas, não podia deixar de vos alertar que o sono, a alimentação e as distrações - as boas, como Game of Thrones - são das coisas mais importantes para se ter em plena simbiose, numa altura destas. Tudo o resto vem atrás. E não se esqueçam que a época de exames é isso mesmo: uma época. Vai passar. Mas enquanto estamos a ser atacados, defendemo-nos com as estratégias que temos. Desejo-vos uma bela sobrevivência. 

And may the coffee be with in our veins.

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É quando leio estas citações que me lembro de parar. Parar para aproveitar as matérias que leio, mesmo que sinta que estou em modo contra-relógio. Às vezes, a pressa em ler temas, para que rapidamente fiquem "estudados" só piora tudo. Desde sempre, que gosto de atribuir como que "cargas emocionais" àquilo que aprendo. E faço-o como? Vou dar-vos um exemplo: se eu estou a ler que uma determinada lesão cerebral faz com que uma pessoa ignore todos os estímulos que lhe aparecem do lado esquerdo do corpo, eu quero saber mais sobre isso. Ler uma simples descrição sobre o assunto não me ajuda, de facto, a assimilar esse conhecimento. No entanto, ir ao Youtube e colocar as mágicas palavras "neglect syndrome" e ver pessoas reais, que nos falam de como é viver com a doença, fica na minha memória. É como se me oferecesse um motivo, uma base, para compreender tudo aquilo que li. 

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Já não é novidade que eu adoro o Youtube. Lá, encontro as coisas mais inspiradoras e aprendo muito! Recentemente, comecei a seguir alguns youtubers que, por acaso, são também estudantes de medicina. É verdade! Nunca pensei que fosse possível conciliar estas duas coisas. Mas a verdade é que a maior parte do conteúdo dos canais que sigo recai muito na experiência pessoal do curso. E gosto que assim seja.

É engraçado "conhecer" pessoas com caminhos semelhantes aos meus, mas de lugares tão diferentes e aprendizagens ainda mais diversas. 

Hoje venho dar-vos a conhecer uma das minhas descobertas preferidas: a Jamie. Atualmente, está no 3º ano de Medicina e este é um dos meus vídeos preferidos. À conta dele, tenho hoje 7 apps no meu tablet bastante interativas, que podem ajudar bastante em dias sem motivação alguma.

Conhecem mais canais deste género - que sejam brutaaaaaaais - sem contar com os explicativos, como o khan academy, por exemplo...? :)

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Esta primeira semana de faculdade foi muito boa para mim. Percebi que vou ter um semestre esforçado, mas motivante. Vou aprender coisas incríveis! Este semestre é dedicado às Neurociências e nele se integram cadeiras como neurofarmacologia, neuroanatomia, neuropsicologia e neurofisiologia. Tudo neeeeeuro! Pela primeira vez, no meu curso, vou ter a oportunidade de explorar temas relacionados com a saúde mental e, igualmente importante, o desequilíbrio da mesma.

Apesar de todas estas cadeiras me terem deixado já curiosa, houve uma em particular que começou já a ter efeitos em mim. E essa cadeira foi neuropsicologia. Tivemos uma aula com um psicólogo, que vai ser o nosso tutor nas próximas semanas. Foi uma aula diferente. Pela primeira vez, senti que uma  aula prática foi mesmo prática! Sem livros e apontamentos a mais. Baseou-se numa só pessoa a falar-nos do que sabe e a transmiti-lo da melhor forma. Ensinou-nos alguns truques e técnicas que devemos ter em consideração quando estamos a falar com um utente (detesto esta palavra) que tem realmente um problema de saúde mental. Fizemos ainda uma entrevista com pessoas reais, utentes do nosso tutor, cujos pormenores não posso descrever aqui, tendo em conta o sigilo profissional que sabemos que temos de preservar, mas posso dizer que foi bom tê-los lá, observá-los como pessoas reais, com histórias passadas marcantes, definidoras de percurso até e, ainda muito futuro para viver.

Neuroanatomia. Eu não sei se alguma vez vos falei por aqui desta minha opinião, mas eu nunca achei que Anatomia fosse uma cadeira "para se gostar". Pelo menos não para mim, que não sou particularmente fã dos pormenores - às vezes, muito ridículos e sem utilidade alguma na nossa futura prática clínica - que a cadeira sublinhava e explorava. Mas aprendi a gostar da anatomia funcional e daí ter adorado as primeiras luzes de Anatomia Clínica do semestre anterior. Neuroanatomia está a parecer-me mais funcional também e menos chata. Menos pormenores e mais noções, conceitos do que é o quê. Ao passo que na anatomia descritiva - a do primeiro ano - estudamos o sistema nervoso periférico e alguma parte do sistema nervoso autónomo, incluindo os terríveis pares cranianos, este ano vamos explorar o sistema nervoso central, que inclui encéfalo (no qual está contido o nosso lindo e brilhante cérebro!) e a medula espinhal. Esta primeira semana fiz já uma apresentação sobre o lobo temporal e correu lindamente. Os meus monitores são muito acessíveis e simpáticos e o meu assistente, que ainda não conheci pessoalmente, mas já tive a oportunidade de assistir a uma aula teórica dele, também me pareceu um bom professor, muito claro no seu discurso e dinâmico.

Biopatologia. Tengo un maestro mexicano. É verdade! Senti-me num episódio de CSI Miami, naquela parte em que estamos literalmente a dois passinhos da morgue e o anatomopatologista refere que a pessoa morreu de um espirro. Foi uma aula... nada expectável. Desde testículos a úteros em formol, as coisas que mais me espantaram foram a cor e textura de um testículo em necrose hemorrágica e o tamanho real dos orgãos: o rim bem maior do que estava à espera e o útero muito pequenino. Do meu assistente, detetei doses elevadas de sentido de humor, o que por si só já diz alguma coisa de positivo acerca de qualquer pessoa. Disse-nos: "De mim, só precisam de saber que sou mexicano e que quando me zango falo em mexicano e demasiado depressa. Por isso, aviso-vos já que não vão perceber nada." Eu ri-me. A ver se me continuo a rir daqui para a frente.

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