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Numa segunda-feira. Com exame às nove da manhã e o Gomo à espera, bem no fim de todo o stress matinal. Com a chuva que nada foi simpática ao nosso início de semana, eis que o Gomo foi. E confesso que fiquei muito surpreendida. Afinal comida saudáve…

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Adoro ver programas de culinária. Mas não cozinho assim tanto quanto gostaria. Se há facto sobre mim a roçar a contrariedade é este. Denuncio-me como uma pessoa bastante criativa. E acho que é essa parte de mim que desperta quando vejo alguém cozin…
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Estou à distância de três exames do fim desta primeira ronda. Queria muito ter que me ficar por esses três. Sinto que começo a precisar de férias, porque estudar intensivamente, mesmo que seja no conforto da minha casa, também cansa. Assim que esti…

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Tudo começa com um falecimento. E com um pedido especial por parte da falecida. Um pedido inicialmente um tanto incompreensível. E é à volta desse pedido que uma história é contada. Será uma história de amor? E se eu vos disser que sim... mas que n…

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Pois bem, Janeiro veio dezanove dias mais cedo. E, porque não? É tão bom variar. Sobretudo as nossas rubricas das rotinas. 

Num mês entupido de estudo, chuva (demasiada chuva), de comida boa (mais do que aquela que devia existir em minha casa) e da minha bela cidade, eis que chegam as memórias do pouco que 2016 já me trouxe.



O ano começou da melhor maneira. Depois das 12 badaladas com a minha família, fui passar a passagem de ano, pela primeira vez, com amigos. Foi uma ótima estreia, com direito a bons snacks, poncha e bons amigos. Amigos que já não via há imenso teeeeeeempo (o que a faculdade nos faz). Já não me lembrava de quantas gargalhadas contínuas eu conseguia dar convosco (Tiago e Zecas, esta é para vocês!)

Conheci uma fruta nova! A anona. Não estava nada à espera do sabor. O único se não das coisas boas é que têm se não's. E este vem no preço. Mas vale (TODA) a pena experimentarem.

Numa tarde que caminhava para o aborrecimento, eis que chega a minha avó a minha casa - que, por sinal, fica do outro lado da cidade, onde ela mora - e me traz morangos. Num dia bem chuvoso e desmotivador, ela trouxe-me a quantia necessária de alegria que eu precisava para voltar aos meus quatro aninhos, sentir-me segura e sem muitas preocupações em mente. A minha avó traz no sorriso 50% de maluqueira e outros 50% de paz. E o melhor é que ela não sabe o bem que me faz.

O Inverno chegou a Lisboa. Pela primeira vez, senti frio aqui. Tão estranho.

Neste mês, senti que devia aprimorar as minhas fotografias. Estou numa onda do desfoca/foca. Ao passo que antes via coisas bonitas e clicava em 2 segundos, agora demoro mais a ficar satisfeita com o resultado da foto. Foco, desfoco. Aproximo-me, distancio-me. Cada vez mais amo fotografar. É uma grande parte de mim.

Ganhei este giveaway! Dá para acreditar?! Eu que me intitulava de azarada no jogo da sorte. Não sou. (Note-to-self: Sim, nos exames isto não se aplica Inês. Ou tu sabes ou tu erras. Mas para a vida futura podes já contar aos netos que ganhaste duas coisas por simplesmente partilhares um link e preencheres um formulário) Não estava mesmo nada à espera. Mas aconteceu! E que bem que soube recebê-lo das mãos da querida Sara Cabido, uma blogger que admiro imenso. 

Com Janeiro, vêm os inícios. Em força. Sempre gostei das mudanças. Do Inverno que passa a Primavera. Da Primavera que traz o Verão. Do secundário que me levou à faculdade. Sempre gostei de ver a vida a andar para a frente. E continuo a achar que sim, que é no sentido Famalicão-Lisboa que a minha vida tem que andar. Por muito que me (nos) custe passar a adormecer numa cama que não é a nossa, num sítio que não vem com o nosso sotaque, com uma casa sem pais, avós e rostos amados à nossa espera, este será por alguns bons anos ainda, o nosso destino. E é para aqui que faz sentido vir. Tenha as pontinhas de sacrifício que tiver.

Em princípios de Janeiro, a blogosfera andou parada. Tenho saudades das (quase) diárias publicações da Inês e do Jota e valorizo o esforço da Carolina por fazer o máximo por atualizar o blog em tempo de batalha académica. Eu própria encontro-me nessa luta e sei que em Fevereiro será impossível para mim escrever sobre mim, aqui. E, por isso, vos trouxe esta retrospetiva mais cedo.


D E S T A Q U E S

  • Os posts que me deliciaram os olhos - de tanta fotografia bonita que vi - sobre o Porto, no Little Tiny Pieces of Me. A não perder.

  • O chocolate Milka. Este chocolate é um dos meus preferidos do momento. Tem o exato sabor de umas bolachas de amora que eu e o Diogo adorávamos comer em pequenitos. Foi uma pena terem deixado de as comercializar. Mas este chocolate veio reavivar todas as memórias gastronómicas que tínhamos delas. Tão bom!

  • O meu professor de Microbiologia. E pode ser estranho colocar uma pessoa nos favoritos. Mas é realmente um ser humano excecional, que me fez sentir inspirada por uma cadeira que pouco pedia isso. E, ainda, me conseguiu surpreender, nas mensagens finais que deu à turma, como forma de nos incentivar a sermos extraordinários mas sobretudo humildes. Acho que nunca nenhum professor no meu curso tinha batido nesta tecla, que penso ser essencial em qualquer pessoa que conheço.
  •  O vosso feedback. Esta não podia deixar mesmo de incluir. Cada vez me sinto mais acarinhada por aqui. O que antes era uma sala vazia, tornou-se num ano, um centro de inspiração e motivação. Eu acho que é difícil para cada um dos leitores perceber o quanto de positivo está a acrescentar na vida da pessoa que decidiu partilhar uma história. Talvez não percebamos, mas fica a pitada de felicidade que conseguimos transmitir ao comentar uma simples e sincera sensação que um determinado texto nos promoveu. 
  • 200/200 seguidores. Uma meta da wishlist que foi riscada hoje mesmo. Realço que a quantidade nunca me diz muito, nem aqui pelo blog, nem na vida. Mas faz sentido salientá-la hoje por ter sido uma meta bem inicial. Um sincero obrigada a todas as pessoas que aqui voltam sem sequer terem levado um comentário de retribuição, coisa que eu gosto tanto e insisto em fazer aos meus leitores. Valem ouro em todos os momentos da minha jornada enquanto mini-blogger!


E vocês? O vosso Janeiro? So far so good? Ou só já pensam no Carnaval?

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Tchim-tchim! Que se celebre o início da minha época de exames. 

Receita para isto correr bem? Viver um drama de cada vez e pensarem em vocês pelo menos 4 vezes ao dia. Se parece egocêntrico? Talvez. Mas é terapêutico. Conscientes de que são "só testes" e que o resto vai melhor que nunca. Dormir bem, comer ainda melhor e sorrir mais. F5.

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@BIACOFFEE

Confesso não saber muito sobre a Bia, julgo ser assim que se chama, mas reconheço-lhe um talento enorme para captar frações do dia-a-dia. Se escolhesse uma sensação para este instagram, ela seria a tranquilidade. Uma cor? Azul. E, definitivamente, uma estação: o Inverno.




Tenho a certeza que esta conta já deve ser conhecida por alguns de vocês. E tudo porque é gerida por uma blogger! De seu nome Maria e cujo blog também tem este fabuloso e criativo título: Mil dias de chuva. Além das imagens serem bem minimalistas e alegres, o blog da Maria também nos diz muito. Confesso que a primeira vez que dei de caras com o blog, a coisa que mais me chamou a atenção e, ainda hoje chama, foi a espécie de biografia que Maria fez de si mesma. Acho que foi o ABOUT ME mais completo - e ao mesmo tempo simples - que li até hoje. Um realce ainda para os seus self-portraits: gosto muito!




A Poppy também não deve ser uma completa desconhecida. Se conhecem a famosa youtuber Zoella, devem conhecê-la. Ou então, só a descobriram há pouco, como eu! A Poppy é cunhada da Zoella - descobri eu também há muito pouco tempo -  e é uma miúda fantástica. Tem um blog que acho super amoroso no sentido mais sincero da palavra. Tira fotos incríveis e tem um aspeto bastante juvenil e feminino. Acho que me identifico com ela, ainda não percebi bem em quê, porque obviamente que não temos semelhanças físicas, mas admiro o estilo dela: super descontraído e confortável, ainda assim com algum glamour retro-vintage. Não deixem de passar pelo blog, que certamente é bem mais atualizado que o instagram.




A Ana tem as fotos mais familiares e, de certa forma, aconchegantes, que eu já vi. Coloca um toque muito único e pessoal em todas as suas fotografias e é bem portuguesinha. Faz-me lembrar a masha_theone de que vos falei há pouco tempo, mas diria que a conta da primeira é menos "álbum familiar" e mais "ela". É uma conta mais diversificada, que tem uma palete de cores mesmo bonita: a rondar os castanhos, os brancos e os tons mais neutros. Logo que entram no seu instagram, é nisso mesmo que vão reparar.


E vocês? Algum favorito que eu deva (mesmo) conhecer?

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Vamos ter (finalmente) um cão!

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Algo em nós muda quando fazemos as sobrancelhas. É ou não é verdade?

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Há um ano atrás, faltavam exatamente três dias para o meu primeiro exame da faculdade. A oral de Anatomia. Tive um semestre inteiro para deixar a pressão acumular-se e, tendo cerca de 15 dias de "férias" até ao exame, eles foram passados sobretudo a pensar. A pensar em como não iria conseguir. Em como as palavras não me iriam sair da boca. Em como - imaginem só esta - o meu sotaque nortenho (que nem é o mais vincado) ia fazer com que as pessoas não me levassem a sério no dia. Em como tudo. A minha cabeça não parava de calcular o tempo que faltava para o exame, o tempo que não podia perder, durante o dia, nem a comer, para ir logo logo estudar de seguida. Na minha mente, imaginava um empenho que estava a aplicar sobre a prova, quando na verdade, só me estava submeter a quantidades industriais de stress físico - porque as noites começavam a ser muito mal dormidas - e psicológico. 



Toda a minha vida, lidei bem com as minhas obrigações. Os meus pais sempre me proporcionaram uma vida extraordinária, sempre se esforçaram imenso para me fazerem sentir especial e amada e eu devia-lhes - e sobretudo a mim mesma - empenho, esforço e luta por uma boa vida. E isso passava, não só mas também, pelo meu sucesso escolar. Aprendi a ter deveres e a saborear o direito de ser boa numa coisa fundamental: o trabalho.

Quando cheguei à faculdade, principalmente a um curso em que se exigia o melhor dos "melhores alunos", essa sensação de confiança naquilo que eu sabia foi-se perdendo, inicialmente. Foi como se começasse do zero. 

Esta semana, voltei a relembrar-me de tudo aquilo que aconteceu há um ano atrás. Por um lado, o encanto pelas matérias, pelo que um dia poderia vir a ser, a paixão pelo verdadeiro conhecimento que ia detendo. Por outro, a insegurança e o primeiro ataque de ansiedade - e único - que tive na minha vida. Durante dias, senti-me mesmo um vegetal, num impasse entre o que iria acontecer - o exame - e o que eu queria sentir: alegria e motivação por estar onde estava. 

Um ano depois, agradeço que tenha passado por isso, por muito masoquista que isso pudesse parecer se eu dissesse isto a mim mesma há um ano atrás. Posso mesmo dizer que esse foi o pior momento da minha vida, até hoje. As piores semanas. O pior sentimento em relação a mim mesma. Mas também posso dizer que, sem ele, eu não teria parado. Parado para me pôr em primeiro lugar. Para voltar a acreditar que a) eu tinha um cérebro e b) toda a vontade do mundo para um dia vir a ser médica e que, juntos, podiam ir longe. 


A vida não é, nem nunca será, uma linha contínua e certa. No entanto, todos os dias são certos para decidirem o que querem que ela não seja e o que querem ser para ela. Posso dizer que a minha ficou bem mais bonita e com sentido depois de eu ter conseguido olhar para mim, de fora. Não dependeu só de mim tirar-me de um sítio escuro como aquele em que estive transitoriamente. A minha família esteve comigo. Eles sabiam que, mais importante do que um exame, era eu. E devo-lhes o meu "virar da página". 


Sejam pacientes convosco. Nenhuma "obrigação" - seja ela de que teor for - vale mais do que vocês mesmos.

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"Sai do frio, que ainda apanhas uma pneumonia!" Sabiam que isto é um mito? A pneumonia tem como agentes etiológicos bactérias, vírus ou até, em casos de indíviduos imunodeprimidos fungos. E nada terá que ver com a chuva que caiu naquele dia ou com a "corrente de ar" que apanhamos. A correlação da pneumonia com as baixas temperaturas pode apenas ser válida no sentido de promover condições favoráveis à permanência do microrganismo no corpo humano. Há várias maneiras de contrairmos estes agentes e elas passam sobretudo pela microaspiração dos mesmos, levando à infeção das vias respiratórias baixas, como os alvéolos, os bronquíolos e o interstício pulmonar. 

Sabiam que...?


1. Uma pessoa estar infetada com o vírus HIV não é sinónimo de ter SIDA. A SIDA é a Síndrome da Imunodeficiência Severa Adquirida e é a demonstração tardia - e, hoje em dia, dificilmente alcançada ao longo da doença - do vírus. Daí que, muitas das vezes se diga que não se morre da SIDA, morre-se sim das infeções oportunistas que vão surgindo ao longo da expressão da doença.

2. A infeção por HIV-SIDA é uma doença que continua a não ter uma cura definitiva. Porém, a pessoa infetada com HIV é hoje mais "facilmente" tratável. Um professor que respeito imenso, Dr. António Pais Lacerda, chegou uma vez a dizer que um doente infetado com HIV, nos dias de hoje, é como um doente que sofre de diabetes. Tem que seguir à risca uma série de procedimentos, mas viverá a vida como qualquer outro. 


3. Sabiam que uma amigdalite poderá estar na origem da febre reumática? (que, por sua vez, resulta da nossa resposta imunitária exacerbada contra o microorganismo que provoca a amigdalite e que pode ter efeitos nefastos ao nível do coração, como a endocardite.)

4. A diabetes mellitus tipo I chama-se assim porque, à data, classificaram-na tendo em conta o sabor da urina dos doentes. Pelos vistos, saberia a mel. Daí a origem do nome. (A imagem que acabei de vos plantar na cabeça é incrível, eu sei.)


5. Espremer uma borbulha pode - e já aconteceu - levar a uma tromboflebite da veia facial. E tudo porque é um vaso bastante superficial na face e que, por esse motivo, pode incorporar algum agente bacteriano que tenhamos nos dedos com que decidimos espremer a dita cuja. Moral da história: não espremam borbulhas!

6. O Paracetamol tomado em conjunto com bebidas alcoólicas pode levar a hepatoxicidade.

7. Vómitos e dor aguda no tórax. Estes dois sintomas combinados podem indicar que a pessoa está a sofrer um enfarte da parede inferior do miocárdio. E isto tudo porque é simplesmente nesta região - na parede inferior do coração - que há uma enorme densidade de recetores nervosos que, por sua vez, induzem também o peristaltismo do esófago, bem como a motilidade intestinal e gástrica, incentivando a que, numa situação de enfarte dessa parede - e portanto, de isquémia do miocárdio - sejam como que ativados esses recetores e, assim, induzido o vómito. Sintoma este que parece muito distante de um quadro de enfarte cardíaco.


8. Um dos primeiros sintomas de dor que surgem  numa apendicite são sentidos em redor do umbigo e não na fossa ilíaca direita (= quadrante inferior direito do abdómen, onde normalmente está localizado o apêndice). E tudo porque, de uma forma simplificada, os nervos que inervam a pele da região umbilical "transportam" informação nervosa dos nervos que são responsáveis pela inervação do apêndice, transportando assim a informação de dor - provocada pelo aumento do apêndice - para o umbigo.

9. A primeira coisa com que somos gozados nas primeiras semanas do curso é acerca da existência de uma apófise vaginal. "Apalpa a apófise vaginal da tua colega, vá lá." E os caloiros ficam assustados. Como não ficar? Mas a verdade é que a apófise vaginal é uma estrutura óssea que pertence a um dos ossos do crânio - o esfenóide (que é este osso assustador em forma de borboleta aqui abaixo). Lá escondidinha, pequenina. E completamente inofensiva.



10. Muitas das gastroenterites que certamente já contraíram (ou que virão a contrair, um dia) vieram diretamente do corrimão da escada rolante ou do lavatório onde a pessoa que utilizou a casa de banho antes de vocês teve a infelicidade de passar a mão e, por sua vez, vos contaminou as mãos. E, de seguida, uma mão vai à boca ou porque roem uma unha ou porque esfregam um olho e... o resto já sabem como termina. 


11. A toma conjunta de esomeprazol (antibiótico usado no combate à azia) e da pílula desfaz o efeito desta última. Isto foi uma chamada de atenção que a minha professora de Anatomia Clínica fez este ano e fê-lo muito bem. Estejam atentas - e atentos, para quem tem a namorada nesta situação - e alertem as pessoas acerca disto. Falem com o vosso médico, procurem outras soluções, nomeadamente a mudança do antibiótico e, claro, o término do esomeprazol.

12. Se já se perguntaram porque é que têm um testículo mais descaído do que o outro, esta é para vocês. Se repararem na imagem, a veia espermática esquerda (assinalada com um círculo, a preto) faz quase um ângulo reto e deposita-se naquele ponto assinalado. O facto de ela fazer aquele ângulo, em oposição à veia espermática direita que é mais linear, faz com que esta fique mais "pesada" e incentive o testículo esquerdo (normalmente) a ir atrás da Sra. Gravidade. (didn't see that coming, Inês)




E assim termino a minha divagação de conhecimento, com esta bela - e grande - imagem anatómica. 


Muitas das coisas que partilhei aqui convosco fascinam-me mesmo, sobretudo por introduzirem novidade e contradizerem muitas das ideias pré-feitas que tinha acerca de variados temas. 

O que é que foi mais surpreendente ou bizarro e o que é que já conheciam desta lista?

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Normalmente, identifico-me mais com a perspetiva do meu rosto vista de frente. Não sei explicar, mas é como se estivesse habituada a ela e a aceite mais do que uma vista de perfil, por exemplo. 

Quando me tiram uma foto de lado, eu juro que penso sempre: sou eu nesta foto? E é por isso que quando me consigo finalmente ver numa foto de perfil, passo a guardá-la com carinho, que foi o que aconteceu com a foto que escolhi como apresentação do blog, aqui ao lado.

Eu sei que isto deve ser, provavelmente, a publicação mais estranha que eu já fiz aqui no blog, mas a verdade é que queria perceber se isto é simplesmente pessoal ou uma daquelas coisas humanas todas introspetivas que todos temos em comum e só o descobrimos quando o partilhamos com alguém.

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... quero tanto viajar! Paris. Londres. República Dominicana. Barcelona. Santorini. São alguns dos meus destinos idealistas.

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que costumamos falar de política, politiquices e de políticos - que de políticos têm pouco, por vezes. E, ontem então, houve conversa e muitas gargalhadas. Depois de lermos este artigo no Observador ficamos um tanto intrigados com a tríade dos candidatos à presidência que iam debater na TVI24. Era ela composta por Marcelo Rebelo de Sousa, Cândido Ferreira, Vitorino Silva (o "famoso" Tino de Rans) e Jorge Sequeira.

Convido-vos a verem o programa para depois retirarem as vossas próprias conclusões. Mas deixo aqui algumas das minhas:




É admirável que Portugal tenha portugueses que queiram fazer algo à séria, ao invés de estarem no café a chacinar atitudes políticas. E, neste sentido, fico realmente contente que, nesta candidatura, em particular, hajam mais candidatos comuns, sem partidos fixos e pretensões extra. 

O Tino de Rans é o Tino de Rans e, por muito que eu o queira levar a séria - e acreditem que me esforcei imenso para o fazer ontem, assim como todos os outros candidatos (e moderador) na sala, penso eu - ele é um dos candidatos mais facilmente desacreditados. E, com isto, digo que é difícil que no dia de eleições alguém que tenha assistido ao mesmo debate a que eu assisti, o queira como Presidente da República. Não estou a criticar a boa vontade (e, em parte, o sonho) da pessoa que "pôs Rans (concelho de Penafiel) no mapa", nem a música "Pão pão pão pão Com Manteiga é que é Bom", mas critico sim a falta de noção que Vitorino Silva tem. De si, dos outros e creio que do próprio país. Se a sua candidatura é legítima? Claramente. Certamente que reunir uns milhares de assinaturas não foi tarefa fácil. Se ele é digno de vir a ocupar tal cargo, em Portugal? Não. Eu não julgo as pessoas pelo sotaque, pela sua origem, nem tão pouco pela profissão das mesmas. No entanto, tenho a perfeita noção de que por vezes, temos que perceber que há coisas bem maiores do que nós e que ter vontade de ser não é a mesma coisa que ter capacidade para o ser.

Questionado sobre quem é o seu principal adversário, Tino de Rans não tem dúvidas. "É este homem que está aqui ao meu lado", afirmou, apontando para Marcelo Rebelo de Sousa. "Vamos estar frente a frente na segunda volta. Temos muita força e sinto isso no terreno", assegurou o calceteiro, acrescentando que, caso seja eleito, "vai devolver o Palácio de Belém" ao povo, pois é muito grande para apenas uma família. 
(retirado do Jornal Negócios)

Cândido Ferreira abandonou o programa penso que nos primeiros cinco minutos do mesmo. E fê-lo cheio de motivos. Não conseguiu aceitar o facto de as estações televisivas darem uns meros minutos de antena a candidatos de segunda e deixar grandes debates finais para as três figuras que lideram, neste momento, as sondagens - Maria de Belém, Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa. E eu só posso concordar com ele. Vivemos numa democracia e, ainda que seja estrategicamente apelativo, deixar que os três candidatos mais mediáticos decorem as nossas televisões é tudo menos democrático. Não me tinha apercebido que isto estava a acontecer se não fosse Cândido Ferreira a referi-lo e a fazê-lo, também de forma estratégica, em plena emissão da TVI24. Estou-lhe grata pelo discurso que preparou e acredito sinceramente que irá mudar a forma como se lida com candidatos "menos conhecidos". Ressalvo também a atitude subsequente de Marcelo Rebelo que, apesar de ser o queridinho de Portugal, não deixou de confessar que concordava com a atitude de Cândido Ferreira e ainda mais: propôs-lhe um futuro frente-a-frente justo, como ele e os outros candidatos mereciam.


"Não me resignarei perante tão profunda e injusta discriminação", declarou o candidato, que considerou que essa mesma discriminação "ficará para sempre a envergonhar esta eleição e a reduzir a democracia em Portugal"

(retirado do Jornal Negócios)

Jorge Sequeira é professor universitário, psicólogo e também, a meu ver, um senhor. Nota-se a léguas que é uma pessoa bem formada, sem ligações partidárias, como fez questão de o referir. Destaco algumas das coisas que disse durante o debate e que me fizeram perceber que Portugal ainda tem pessoas assim: que pensam à séria. 

"Sou um político apartidário. Não quero viver num país em que a política seja dada apenas aos políticos. Assim a democracia sai coxa", sustentou o psicólogo.

 Jorge Sequeira disse (...) que é o "homem certo para o lugar incerto". "Tenho um sonho", disse, repetindo a mesma frase em inglês, "I have a dream", antes de acrescentar: "Não deixem que pequenas pessoas matem sonhos grandes".
(retirado do Jornal Negócios)


Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa, pareceu sair a ganhar deste debate. É também ele uma figura exemplar. Por saber ouvir. Por conhecer Portugal. Por saber onde se está a meter e por, em simultâneo, não se meter com ninguém. Está a jogar limpo e está a jogar bem. Muitos são os comentários negativos acerca da sua grátis e fácil "propaganda" aquando da sua função como comentador político da TVI, mas a verdade é que é o único candidato que mostra não só uma extrema meritocracia como uma imparcialidade e clareza de ideias brutal. Se me interessa que tenha amizades más como é o caso de Ricardo Salgado? Não. Se me incomoda que seja um Presidente da República sem Primeira Dama? Não mesmo. E deixem-me que vos diga que argumentou de uma forma muito inteligente e sincera acerca deste assunto ontem, defendendo que o cargo de Presidente da República deve ser uma responsabilidade individual, unipessoal, alegando que ter uma primeira dama é um hábito típico da monarquia e não da democracia. Nunca tinha pensado nisto, mas Marcelo pensou.

Para Marcelo, não há candidatos de primeira, nem de segunda. "Somos todos candidatos de primeira."

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