Aparecer n'O meu iPad veste Prada Leitaria de Lisboa ir ao Gomo ir ao Honorato SANTORINI Fazer uma sessão de fotos na praia ao pôr do sol Ter o cabelo longo (naturalmente) que sempre quis  Entrar em Medicina Estudar em Lisboa Ter aquela Canon Desco…

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Novembro foi caótico! Oh, como foi tudo a acontecer. E de forma tão intensa. A faculdade chamou por mim, implorou que eu me arrastasse atrás dela e das suas obrigações. Arranhou-me o tempo livre e fez dele uns segundos por dia em chamadas com os me…

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Todas nós temos aquele "dia mais..." que não inclui a rotina chatinha de levantar, ir às aulas, pausar para ir à casa de banho e comer. Todas nós merecemos os dias MAIS qualquer coisa ! E é para esses dias que vos trago uma coisa que descobri recen…
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Esta semana tive dois testes e quatro apresentações, sendo que muitos destes massacres aconteceram no mesmo dia. Sobrevivi a tudo isto e estou orgulhosa de mim por o ter feito, sobretudo por o ter feito bem! Deu-me horas a mais na faculdade, chegad…

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Todos nós guardamos hábitos. Todos nós somos somas de rotinas bem diferentes consoante os dias e o estado de espírito. Todos nós reunimos pequenas coisinhas que nos fazem sentir bem. Hoje, trago-vos aqui algumas das coisas que faço já inconscientemente, mas que me ajudam a viver melhor, sobretudo na hora de dormir .



1. O poder de um banho. Eu cumpro esta todos os dias. Mesmo que não saia de casa, mesmo que esteja num dia de muita preguiça. É uma parte da rotina obrigatória, que me ajuda a sentir-me bem comigo mesma. Primeiro, porque obviamente vivo numa cidade bem mais poluída do que deveria ser e ando de transportes frequentemente. Segundo, porque liberta a mente. Parece estranho, ha? Mas depois de um dia stressante, é o banho o ingrediente secreto. É um tempo muito terapêutico, digo-vos já. Se repensarem o vosso dia, é este o verdadeiro e único tempo que têm dedicado a vocês. Só a vocês. Sem pessoas. Sem som. Só vocês e os vossos pensamentos do que correu bem, do que foi ótimo e do que foi péssimo. 

2. O jantar. Esta tem uma enorme importância. Se têm que se deitar mais cedo que o costume, esforcem-se para jantarem a tempo de fazerem uma boa digestão. Se têm que se deitar às 22h, tentem jantar por volta das 19h. Ou se isso for impossível - porque sei que há dias assim - não jantem à séria. Comam a chamada "coisa leve" pelas avós e mães deste mundo. Uma peça de fruta ou outra coisa que seja de fácil digestão. O nosso corpo é uma máquina, vocês sabem-no. Se houver "corrente elétrica" (em forma de glucose aos montes) suficiente para a fazer mexer, ela não vai parar. E isso vai implicar deixar-vos acordados até que a corrente seja insuficiente ou, então, oferecer-vos uma grande dor de barriga. 

3. O desistir dos livros pelo menos 20min antes do sono de beleza. Para mim, esta é a mais difícil de se fazer. Porque quando temos grandes coisas a acontecerem e que exigem a nossa maior preparação, o primeiro instinto é querer fazer, é sobrecarregarmo-nos com tudo ao mesmo tempo e até não dar mais. Mas não pode ser. Aplicar a regra do "Amanhã é outro dia" e deixar o estudo para trás é a melhor coisa que eu tenho feito neste ano. Uma coisa com a qual eu "sofria" era a síndrome da noite anterior à apresentação. O que acontecia era que eu ficava até à hora de deitar a estudar as minhas falas e, depois, quando queria dormir, só conseguia pensar naquilo que ia dizer. Pensava nos slides, inventava uns fails que me aconteciam a meio da apresentação e a história de terror não terminava. Já falei disto com outras pessoas e percebi que passavam pelo mesmo. Mas ninguém merece esta tortura! E, por isso, decidi criar a minha fórmula relaxante de não fazer muito. Li uma, duas vezes a apresentação, compreendi-a, sei o que devo dizer no tempo certo, treinei 2 vezes, correu bem. E chega! Apesar de nos deixar mais livres de pensamento no dia da apresentação, porque não insistimos em dizer aquilo que está excessivamente decorado, vão ver que o sono agradece! E é claro que estes 20min incluem distrações da mente: saiam do vosso drama do dia, vão ver vídeos cómicos ou liguem a uma pessoa que sabem que vos vai fazer rir, de forma a que o último pensamento antes dos olhos fecharem seja um dos bons.

4. Estiquem os lençóis. Esta é totalmente patrocinada pela minha mãe. Desde pequenina, que sei que a teoria dela é que um belo sono vem depois de uma bela cama. E acreditem, faz mesmo a diferença prepararmos uma superfície plana antes de deitar. Isto e sacudir a almofada de forma a distribuirmos bem o volume dela ou virarmos o lado da mesma para variar o molde em que espetamos a cara, todas as noites.

5. Construam um ambiente calmo, silencioso e escuro à vossa volta. A verdade é que nós somos mesmo um conjunto fascinante de moléculas que reagem entre si e em (tentativa de) coerência com o ambiente externo. Naturalmente, produzimos uma hormona - a melatonina - que regula o nosso ritmo biológico. É ela que dita quando as pestanas se beijam e a respiração fica bem mais calma. E a sua ação é mais que estimulada por sítios com pouca luz e silêncio. Sabe-se que até um aroma diferente do habitual ou um aumento da temperatura podem mesmo levar à dimuição da produção desta hormona. A Ciência diz-nos que temos esta miúda a comandar as tropas do nosso descanso, mas somos nós que temos o verdadeiro poder de a estimular a adormecer-nos. Por isso é que o ambiente no vosso quarto deve ser sempre o mais pacífico que conseguirem estabelecer e é por isto que também nos aconselham a pôr uma pernoca de fora quando estamos com uma mega insónia, de forma a disseminar o calor que está a retrair a melatonina de nos tornar numa verdadeira Bela Adormecida.

6. E se eu não conseguir adormecer? Na minha opinião, uma boa respiração é uma das coisas mais valiosas no que toca a influenciar a fisiologia do nosso corpo. E eu compreendo que hajam diferentes graus de Eu não consigo adormecer, mas respirem fundo, inspirem e expirem. Fechem os olhos. Concentrem-se nisso durante cerca de um minuto. E ao mesmo tempo, pensem que é temporário, que vai passar e que, não tarda estão a ressonar. Se a coisa estiver mesmo má, não adianta estarmos a olhar para o nada. Mais vale obrigarmo-nos a levantar e a procurar alguém para falar sobre o que nos preocupa. Ajuda sempre repartir os problemas. (Isto dava para outro post) Nos entretantos, se não houver ninguém para falar, agarrem numa chávena e façam o melhor chá de camomila de sempre. Vai ajudar sairem da zona de descanso, onde se estavam a sentir mal, e gastarem alguma energia e tempo em vocês. O truque está em distrairem-se e o sono há-de regressar.

7. A hora de acordar. Comecei a fazer isto este ano e sinto algumas diferenças. Acordar todos os dias por volta das 8h30. É o meu mote. Mesmo que haja uma aula só às quatro da tarde, levantem-se a uma hora fixa. Vai ajudar a terem ciclos de atividade mais contínuos e estáveis. Nunca li isto em lado nenhum, mas comecei a fazê-lo instintivamente e senti que melhorou a minha "rentabilidade" diária. E é claro que as 7-8h de sono são para cumprir, se não não há cérebro que aguente.

8. E por fim, o encarar o dia que aí vem. Os pensamentos mais ridículos e confusos surgem nos primeiros minutos em que recuperamos a nossa consciência. Inventamos ideias, coisas que aconteceram, perguntamo-nos que dia é hoje, o que é que tenho que fazer, para onde vou, onde fica a minha casa de banho, ups pisei um chinelo, etc. Somos estranhos, é verdade. Mas nada melhor que acordar e perceber aquilo que vai acontecer no nosso dia. E pode parecer stressante, mas nada temam! Olhem-se no espelho, interpretem-se, percam alguns segundos a encarar a vossa pele, o vosso cabelo, a vossa expressão. Estão felizes? Dormiram bem? Estão onde querem estar? Vão para onde deveriam estar a ir? E se entenderem que não, hoje é o dia para o alterarem.

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A Blogosfera é um sítio especial. Vocês que me leem, sabem que sim e eu, que vos leio, também o sei muito bem. Porque nos une. Porque a partilha vale a pena. E por vezes, basta que alegre o dia de outra pessoa para se tornar neste espaço tão bom como a conhecem. A Blogo trouxe-me a inspiração da Inês e a perspicácia do Jota. E, apesar de não os conhecer, conheço o que me alegra neles. 

E é por isso que, depois desta intro, tenho o enorme prazer de anunciar que é com estes dois fantásticos bloggers que, neste Dezembro, se inicia um novo projeto: O Blogger Christmas Challenge. Estão curiosos? Saibam tudo aqui, aqui e aqui.


O Blogger Christmas Challenge é um desafio, bem pensado e estimulado pelo Jota que, por sua vez, resolveu convidar as Inêses para se juntarem a ele nesta missão natalícia.

Este é um projeto que vem em jeito de update de um outro projeto do Brisa Passageira: o Blogger Summer Challenge (sei que se lembram!). No entanto, vem com algumas exceções.

Desta vez, o desafio decorrerá apenas durante 15 dias, de dia 1 até 15 de Dezembro. São 15 dias cheios de espírito natalício a entrar pelos pulmões a dentro!

Além disto, o desafio conta com a participação obrigatória dos três bloggers. Ou seja, diariamente, vão poder ler, pelo menos, três textos nossos relativos a esta época tão incrível. No entanto, vocês podem entrar e sair do desafio as vezes que quiserem. Esqueçam etapas chatas como inscrições, participações e prazos obrigatórios. Participam no dia e à hora que quiserem, sobre o tema proposto (com especial atenção para não falarem sobre um tema que não é o correspondente do dia que escolheram para participar no desafio). A nós sim cabe-nos , publicarmos um texto diário, por volta das 18h00.

Certifiquem-se de que deixam as vossas participações nas nossas caixas de comentários com o respetivo link para a publicação que fizeram, de forma a que possamos interagir convosco! Em relação à parte das instruções, resta só dizer que a hashtag oficial do desafio é: #BloggerCC

Por fim, o Natal não é só reflexões. É também espaço para darmos um bocadinho de nós a alguém que realmente o mereça. E, por isso, decidimos que iríamos alargar este desafio para a vida real, fora desta caixa de texto, e torná-lo numa boa ação natalícia. Essa ação consiste em fazermos um donativo a uma instituição que nos é querida. Cada um de nós vai desvendar a instituição que escolheu "apadrinhar" no dia a seguir ao fim do desafio: dia 16 de Dezembro. 



Finalmente, fiquem com a LISTA de TEMAS que preparamos com especial cuidado  e carinho para vocês, Queridos Bloggers:


Espero que tenham ficado convencidos e desejo-vos a todos a maior inspiração do mundo! 



O que acham dos temas? Quem está nisto até ao fim?


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Estamos em Novembro sim, mas a minha mente já está na mesa de Natal, com toda a gente (este ano) à volta dela, à espera do bacalhau (e do polvo, Diogo). A Nonó a correr por todo o lado, com o coração aos pulos pela meia-noite. E eu a capturar cada rosto, cada movimento e ponto alto da noite. O dia 24 é muito mais. É o dia em que voltamos a estar todos juntos. Este ano tem um sabor especial. Este ano vou aproveitar o meu Natal como nunca o fiz! Sem preocupações desnecessárias com a época de exames, sem prendas de última hora pouco pensadas. Este ano, vou fazer do meu Natal um dia como nenhum outro. Que venha o bacalhau, a toalha vermelha e dourada e os bolos deliciosos das duas melhores cozinheiras de sempre: a minha mãe e a minha avó. Que venham os programas que entretêm até à hora dita cuja, que venham os pijamas quentinhos e os robes (vovó, eu sei que vem daí mais um!). Que venham vocês. Um dia em que sou a filha, a neta, a sobrinha, a irmã e a prima de alguém. Mais do que um dia. Abracem-no. Construam as vossas melhores memórias. Que venha (o mais rapidamente possível) a felicidade dos nossos Natais!

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O dia de ir ao dentista era péssimo para mim. A ideia de ficar com o lábio anestesiado e de ter que responder a tudo o que o dentista me perguntava com "uh-uh" e ainda mentir acerca de usar fio dentário (we all do it!) era chata. Normalmente, ficava ainda mais aborrecida quando a consulta calhava no meu dia preferido: o Sábado. Mas vá, tinha que ser!

De há um ano para cá, isto de detestar o dia de ir ao dentista começou a mudar. Apesar de ainda não ser muito fã daquela cadeira, tenho hoje um sentimento mais simpático por quem me trata. Já alguma vez pensaram que podíamos criar um elo de ligação com o nosso dentista? Bem, no meu caso é uma dentista, e digo-vos que aquela meia hora que lá passo faz de mim uma Inês muito mais leve e bem disposta.


O que é que temos em comum? Muito. Apesar de a doutora ter já os seus 30 (e poucos?) anos ambas temos muitos interesses e, sobretudo, ideais similares: começa pelo facto de escolhermos saúde como projeto de vida; que por si só já diz alguma coisita de nós duas. Por outro lado, temos uma  grande ligação com Lisboa. Ela porque fez o curso cá, na Faculdade de Medicina Dentária, e eu porque, como sabem, também cá ando a sobreviver ao meu. 

Além disso, descobri desde a primeira consulta que ambas gostamos muito do que fazemos. Percebi que, tal como eu, ela sofreu imenso nos primeiros meses da sua estadia lisboeta e que, assim que acabou o curso e, ainda que lhe tivessem oferecido um trabalho em Lisboa, decidiu que estava na altura de regressar, sem nunca ter dúvidas acerca de onde queria estabelecer-se. Sempre gostou de Lisboa como sítio para viver, mas não para sempre, não como lar. E confessou-me recentemente que gostava de acompanhar um blog escrito por uma médica, que não falava só de Medicina. Os meus olhos brilharam e a ela, nem lhe passava pela cabeça, que também eu escrevia um blog. Acho que lhe tentei dizer, mas os "uh-uh" não foram suficientemente percetíveis.

São trinta minutos que hoje passo com todo o gosto. A minha médica é uma pessoa feliz, e felizmente, sabe passar isso aos doentes que lhe passam pelas mãos. Reconheço-lhe uma personalidade incrível e, ainda mais, uma suavidade extrema no que toca a tratar dos meus dentes. Não houve literalmente um dia em que me voltasse a queixar do mesmo dente ou que a própria consulta me tivesse gerado desconforto e dor. Excelente profissional, excelente pessoa.

Gosto tanto dela que tive até uma certa pena em saber que os meus dentes estão finalmente saudáveis e prontos para devorar doces natalícios. Na última consulta, fiz mesmo questão de lhe dizer o quanto gostava da técnica dela. Aqui, ficam os elogios que ficaram por dar.

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Hoje, vinha no autocarro e umas raparigas - aparentemente caloiras pela postura demasiado preocupada, olhares cansados e vontade extrema de falarem no curso - vinham a conversar sobre "o futuro". Sabem aquele tipo de conversa que chega ao fundo do autocarro, aliás ultrapassa o vidro (bem espesso) das janelas do mesmo?

Uma delas disse, com muita confiança, e em voz alta: Ai eu depois do curso, passo um ano em meio hospitalar e depois vou logo para África, é certinho. Para os médicos sem fronteiras! 



A crítica que vos trago com isto não é de todo uma crítica com base no pensar pequeno, no almejar menos (que por vezes é bem portuguesinha, admita-se) Nada disso. Eu percebo que as pessoas tenham objetivos. Eu tenho os meus. São as minhas metas. São por mim estabelecidas e muitas delas talvez não façam sentido daqui a uns anos, mas tenho-as comigo diariamente. E é claro que exercer uma profissão nobre como a minha (futura) e querer fazê-lo fora de Portugal e ainda mais, ligada a uma instituição com todo o prestígio que deve ter, poderia constar dessa minha lista. Porque não?!

No entanto, acho que discursos deste tipo não devem ser feitos em contextos e formas desmedidas como este foi. Referiu-se a isso como se fosse fácil, como se fosse certo como eu amanhã pegar na minha mala e meter-me no comboio para casa. E não é assim. Não me refiro só a este caso isolado, como o comparo a muitos outros na minha vida. Lido com pessoas que quase que parece que escrevem o próprio futuro, sem ainda perceberem o que ele implica, entendem? Critico a falta de realismo nas promessas que as pessoas dizem da boca para fora. Há que pensar grande sim, mas há que pensar de forma correta e à séria.

A minha sincera opinião é que as verdadeiras conquistas que temos em mente - e aquelas que chegamos a alcançar, de facto - não são ditas em voz alta, com uma arrogância de grande tamanho e, muito menos, para uma plateia. 

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As vezes em que me sinto mais ansiosa e menos confiante são nos dias anteriores a apresentações. E nas horas, e nos minutos e nos segundos mesmo antes de abrir a boca e de me encher de coragem para falar. No entanto, acho que foram poucas as vezes em que fiquei mesmo nervosa no decorrer das mesmas. Não sei porque somos assim. Tão influenciados pelo que os outros vão ler em nós, pelo que os outros podem ou não gostar na nossa postura, se será correta ou não enquanto falamos, se dizemos a coisa certa ou se estamos a dizer uma grande asneira. Pensamos demasiado antes! Passamos demasiado tempo dentro das nossas cabeças. É massacrante ser-se humano, às vezes.

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Quando juntamos um Ed Sheeran - que por si só já diz muito - a um Macklemore, o resultado da combustão é este. Independentemente do som já não querer sair do meu ouvido ou do Ed ter a voz masculina mais doce que conheço, esta canção é brutal. Defende ideais que eu venero. Uma missa bem mais feliz, produtiva e cantada. Cinco minutos de música que hoje me invadiram o estudo e ainda bem!

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Há sempre 4 coisas que faltam nas minhas viagens de regresso a Lisboa: séries suficientes para assistir nas (quase) 3h infinitas, água, Wi-Fi e uma bexiga extra.

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O equilíbrio é tudo. Comer isto nesta proporção. Tentar acordar todos os dias à mesma hora. Deitar cedo. Dormir bem. Ter tempo para pensar. Ter tempo para parar. Ser amada. Amar. Isto é equilíbrio. Mas nem sempre ele é sinónimo de vida, não é verdade?




De facto, há dias impossíveis. Há semanas cheias de tudo e outras cheias de nada que pedem um pedacito de confusão à alma. E depois há pessoas nessas semanas. Pessoas boas. Pessoas chatas. Pessoas mais stressadas que tu. Comboios para apanhar. Tempo a esgotar. Apresentações a abarrotar. Dúvidas para tirar. Livros por ler. Amigos por falar. Sítios por ver. Isto é a vida, na maioria das vezes. É a minha também. 

Já perceberam que o mundo gira, e às vezes gira para vos ver cair. Ou então não. Na maioria das vezes, gira para ver como se levantam. 

Para mim, o segredo do equilíbrio está em criarmos ambientes estáveis. Dentro de nós. E, na maioria das vezes, para mim, significa mesmo encontrá-lo fora de onde estou. Já pensaram nisto? Que merecem dias para vocês, semanas calmas, pausas, mais sorrisos, mais coisas que vos façam perceber porque estão aqui, a pisar esta Terra que mais parece um tapete de passadeira rolante, prestes a fazer-vos desistir do quilómetro mais difícil. 

A minha arma secreta é a minha casa. E não aquela onde vivo, na maioria dos dias do meu ano. A minha alegria, estabilidade e a tão desejada (e nada constante) felicidade desperta em Famalicão. É aqui que grande parte de mim faz sentido. O cheiro do meu quarto, a vista que tenho sobre a cidade, sempre tão diferente e bonita. Os meus pais. O meu lugar no sofá. As minhas mantas. O meu chocolate preferido escondido bem lá no fundo da dispensa. Os quadros que reservam memórias dos momentos sem preocupações, espalhados por toda a casa. A minha banheira! O meu café delta. 

Isto é tão simples e, no entanto, faz-me tão bem. Não descuro da minha vida em Lisboa, penso muitas vezes no quão difícil se torna estudar tão longe, mas não penso sequer em desistir dela. Tenho uma paixão imensa por aquilo que faço e imenso respeito pelo sítio onde o faço e agradeço todos os dias por poder estar no curso em que estou e ter a vida que tenho. Mas também sei que preciso do meu refúgio, preciso da vida que já era minha sem a faculdade ter inundado esta Inês. É-me fácil saber onde pertenço e amar um lugar que me faz uma melhor pessoa, dia após dia.

Descubram o vosso ingrediente. Adicionem-lhe uma pitada de paciência e desfrutem do quão bonita pode ser a vida, às vezes.

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Sabe-te. Sabe que detestas segundas e adoras sextas. Sabe que levantas o tom de voz quando estás nervosa e insegura acerca de um determinado assunto. Sabe que gostas de lasanha, mas não és fã de mais nenhuma coisa tão condimentada. És alérgica a gatos. És muda nas manhãs. Sabe que, há dias em que não lavas os dentes. Sabe a tua cor preferida e até o teu número de sapato. Detestas o vermelho. Não passas por baixo de escadas. Sabe que te perdes em livrarias. Sabe que tens uma queda por ruivos. Sabe que amanhã não vai estar contigo. Sábado vai. Sabe que odeias o teu curso. Sabe-te.

Sabe onde doía mais se quisesse magoar. Sabe que choca contigo

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