É na primeira linha de casas a contar do mar, na Praia da Aguda, que encontramos um edifício pitoresco. Neste lugar - que era, originalmente, uma moradia de pescadores - encontramos atualmente um restaurante conhecido por servir massas, tapas, bifes, saladas e pizzas de massa fina.

O interior, maioritariamente marcado pelo branco e pela madeira, possui um teto de um azul intenso e bonito que é quase um prolongamento do mar que espreitamos a partir das estreitas janelas. A decoração lembra-nos o propósito original da casa e deixa-nos à vontade. Há também uma esplanada no exterior para aqueles que preferirem degustar a refeição ao ar livre.

Este verão, visitei a CIAO BELLA!, não pela primeira vez, mas para confirmar a (excelente) experiência que já obtivera noutra investida: o atendimento mantém-se cuidado e atencioso, os ingredientes ainda são frescos e deliciosos, a confeção continua rápida mas de uma enorme qualidade e podemos continuar a ver os cozinheiros a dominar a sua arte - os quais se encontram dentro de uma espécie de cubículo com paredes envidraçadas.

Mais uma vez, o nosso primeiro pedido foi um pão de alho servido bem quentinho, cheio de condimentos que lhe conferiam um saber único. Porém, desta feita optei por uma pizza de pepperoni para a refeição principal (que continha ainda tomate, mozarela, pimentos padrón e óregãos, se não me falha a memória). Apetecia-me algo picante - talvez por o dia não estar tão quente quanto isso. Terminei este prato satisfeita, depois de comer toda a pizza (que tem um tamanho generoso, um sabor delicioso e uma massa bem fina e estaladiça, mesmo como gosto!, sendo picante apenas qb), mas, ainda assim, com espaço para uma sobremesa: uma mousse de limão servida num copinho pequenino, com raspas de limão à superfície e um fundinho de bolacha.

Na minha outra visita tinha provado a pizza de trufa e outra que não me recordo, ficando igualmente satisfeita. Aquele é, de facto, um espaço bonito e muito bem localizado que serve comida de qualidade! Relativamente aos preços, não são exagerados, ficando cada pizza entre 10 e 14 euros, aproximadamente. É, sem dúvida, um lugar a procurar novamente!


[Fotografia retirada da página de facebook do restaurante. É a famosa pizza de trufa!]

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O BIQUÍNI | Sou das pessoas mais rápidas que conheço a fazer compras. Saber o que procuro ajuda no processo: raramente vou a uma loja sem ter uma ideia daquilo que quero comprar. O mesmo aconteceu na minha busca pelo biquíni perfeito, para juntar aos que já tinha. Primeiro, andei a sondar sites, até que cheguei à conclusão de que a TEZENIS era a loja que me oferecia a melhor relação qualidade/preço, com mil e uma opções bonitas. Já tinha ficado de olho no modelo que escolhi, mas preferi não criar expectativas até visitar a loja física, com medo de que esgotasse. Porém, quando lá entrei, após uma curta (mesmo curta!) vista de olhos por tudo o que estava exposto, peguei neste soutien e nesta cueca . Depois de experimentar e constatar que me assentavam bem, segui para a caixa sem pensar duas vezes. O biquíni é incrivelmente belo, tem cores que combinam com o meu bronzeado e cumpre o objetivo de ser confortável. Que posso pedir mais? Sem dúvida que tem sido um favorito na hora de escolher o que levar comigo para a praia.



OS ÓCULOS DE SOL | Uns foram comprados, os outros oferecidos, mas acabei por me apaixonar irremediavelmente pelos dois. Ambos têm formatos que assentam bem na minha cara e particularidades que me agradam: os primeiros, têm umas lentes espelhadas cor-de-rosa que são SÓ UM MIMO (e que não consegui captar através de fotografia); já os segundos, têm uma armação num vermelho discreto o suficiente para o usar mas vivo quanto baste para lembrar o verão e dias quentes. Dois favoritos no que toca à proteção ocular!



OS CALÇÕES | O objetivo era simples: encontrar uns calções de ganga simples e bonitos. Grandes obstáculos: o facto de eu abominar correntes, rasgões, manchas, tachas e aplicações no geral. Foi na Tiffosi que, como sempre, encontrei os meus queridinhos: uns calções de um azul engraçado, super fluidos, com a particularidade de estarem desfiados nas extremidades inferiores e de terem uma racha nos bordos laterais. Ficam mesmo bem com camisolas justas (ou não!) por dentro!



A COROA DE FLORES | Após anos - anos! - de contenção em todas as feiras medievais, finalmente comprei uma coroa de flores. Optei por uma das mais vazias, contendo apenas algumas flores e pétalas soltas (afinal, como dizem, less is more!). Quanto à cor, escolhi o branco, de modo a condizer com o maior número de oufits possíveis. Okay, é uma coisa que provavelmente só usarei uma vez por ano (e por isso tanto me custou dar o dinheiro!) mas continuo a achar que foi uma boa compra!



A MOCHILA | Ainda com o plástico na alça superior, aqui vos apresento a nova mochila que comprei na Parfois​, com o intuito de levar para a faculdade. É pequena comparativamente à minha velha Eastpak cor-de-rosa, mas espaçosa o suficiente para levar um caderno A5 de apontamentos, o bloco de notas que uso no hospital, a bata, o lanche e os bens que andam comigo diariamente. As sebentas e os cadernos de estudo, por sua vez, cabem na mala do computador, o que facilita o processo e faz com que esta maravilhosa mochila baste, por si só. Já há uns tempos que andava há procura de algo assim: preto, minimalista, prático e giro na mesma medida!

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Desde que me conheço que digo que quero ser médica. Mal tinha a noção do que a profissão verdadeiramente exigia e já guardava este sonho, pequenino e, no entanto, tão grande. Nas minhas brincadeiras de criança, trabalhava num hospital a cuidar dos nenucos e, mesmo sem saber falar, já saía à rua com um livro debaixo do braço, que carinhosamente tratava por "nho", quase como se tivesse a noção dos anos de estudo que me esperavam. Hoje, percebo o quanto este meu sonho evoluiu e cresceu.

Parece completamente irreal, mas a inscrição no 5º ano já está consumada. QUINTO ANO. Q-U-I-N-T-O. E ainda me lembro de receber o e-mail a confirmar que realmente entrara, do frenesim inerente ao início, das dificuldades por que passei nos meus primeiros meses na Invicta e da dor que foi encornar todos aqueles termos de Anatomia.

Acho piada porque olham para mim e não acham que já esteja tão avançada no curso - nem eu própria acho, como os posso condenar? No outro dia, uma senhora perguntou-me se estava no primeiro ou no segundo ano e juro-vos que quase me senti mal por lhe responder que já ia para o quinto. As coisas estão a ficar realmente sérias e foi neste verão que comecei a tomar consciência da realidade. Daqui a dois anos, estou prestes a fazer o exame que vai decidir a minha vida e que me permitirá escolher em que área me pretendo especializar. Pouco depois disso, serei lançada aos lobos! Por isso, é normal que, após me questionarem acerca da minha situação escolar, me perguntem se já sei qual a especialidade que quero. E eu, sinceramente, não faço ideia... Mas começo a juntar algumas pistas.

As pessoas seguem Medicina por várias razões. Para alguns, o gatilho é a vontade de salvar vidas, de poupar alguém da morte. Confesso que nunca foi isto que me seduziu na profissão. Para mim, o mais aliciante é mesmo uma intervenção mais permanente, a de cuidar do outro. Nunca desejei ser a heroína que faz uso das manobras de reanimação para devolver alguém à vida, mas sempre gostei de pensar que poderia vir a ter um impacto positivo e não tão fugaz na existência de alguém. Talvez o cuidado continuado não seja, à primeira vista, tão valorizado e percetível... No entanto, sempre foi aquilo em que pensei quando a palavra "Medicina" cruzava a minha cabeça, sabem?

Por isso, não estranho o meu recente interesse por Medicina Geral e Familiar. Não era a especialidade (sim, é uma especialidade!) que tinha em mente quando ingressei no curso, mas parece-me ser, atualmente, a que mais me enche as medidas - e seria a que escolheria caso tivesse de tomar uma decisão agora. Ainda não sei bem o que quero, mas tenho a certeza que ficaria melhor servida com algo mais generalista e não tão focado numa dada parte do corpo. Medicina Geral e Familiar preenche precisamente esse requisito, para além de me permitir contactar com vários estratos geracionais ao mesmo tempo e encaminhar os casos mais específicos para as respetivas especialidades.

Às vezes sinto-me perdida por ainda não saber o que quero... Questiono-me se seria suposto ter já um desejo bem vincado do meu interior relativamente ao que seguir... Por outro lado, sinto-me mais livre e despreocupada por ainda não estar presa a uma especialidade: isso permite-me dividir o entusiasmo, o carinho e a curiosidade, em igual medida, por todas elas. Talvez seja mesmo Medicina Geral e Familiar, talvez seja Pediatria, talvez seja Ginecologia e Obstetrícia... Ou talvez seja mesmo alguma Cirurgia - para a qual eu acho que não fui talhada. Descansa-me saber que começo a organizar as minhas preferências, ainda que a lista esteja em constante mutação desde que iniciei esta caminhada. E descansa-me mais ainda saber que o tempo não está contra mim: já só tenho dois anos, mas AINDA tenho dois anos, não é verdade? Dois anos que certamente me trarão experiências que ajudarão na grande decisão final. As respostas virão com o tempo e eu estou suficientemente alerta e recetiva para me aperceber delas.


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Vou à Viagem Medieval de Santa Maria da Feira quase todos os anos, desde que me lembro. Aliás, ainda sou do tempo em que a entrada era gratuita (apesar de atualmente podermos ter acesso ao recinto por 2 a 4 euros - dependendo dos dias - ou adquirindo a pulseira por 7,5 euros - válida para a totalidade do evento). Ainda que exista sempre uma enorme feira e espetáculos semelhantes (com recriações históricas, cantorias, danças e muiiito mais!) a novidade reside no facto de, a cada ano, haver um tema diferente a respeitar e um rei distinto no foco. 2017 foi o ano de D. Afonso IV, que subiu ao trono em 1325 e esteve à frente de um reinado marcado pela "fome, peste e guerra" durante 32 anos.

Na companhia dos meus amigos, entrei na Viagem às 17 horas e saí pela uma da manhã. Nestas oito horas, conseguimos percorrer todo o recinto e ter uma visão geral do evento. Refrescámo-nos com um copo de sangria enquanto subíamos até ao castelo. Deslumbrámo-nos com os produtos vendidos nas mil e uma barraquinhas de comércio (e finalmente comprei a minha coroa de flores!). Parámos em vários pontos para apreciar as atuações ambulantes. Visitámos o povoado, onde a comunidade mostrava o seu quotidiano. Fomos à Granja dos Animais, onde encontrámos porquinhos, galinhas, cabras, cães de pastoreio e gansos. Observámos corujas e mochos. Assistimos ao espetáculo "Formosíssima Maria", uma recriação teatral com a qual tivemos acesso a atuações de saltimbancos, cavaleiros e bailarinos, bem como a manobras de falcões. Quase chorámos com a animação "Pedro e Inês", que contava a história do amor do filho de D. Afonso IV com Inês de Castro, incluindo a morte desta. Vibrámos com a Aliança Hispânica, uma demonstração de guerra junto ao Rio que conta a história de como portugueses e castelhanos se juntaram na luta contra os mouros - e nos faz sentir que estamos a assistir a uma cena de Game of Thrones, TOTALMENTE!

A noite terminou comigo a comer o melhor e mais gigante crepe da minha vida, com recheio de doce de leite. E assim regressei ao tempo real, com os dedos pegajosos e o coração cheiínho, depois de um dia passado na Época Medieval (tal é a fiabilidade das representações, a entrega de todos os atores e figurantes e a cuidada decoração do espaço). Pisar o centro de Santa Maria de Feira entre os dias 2 e 13 de agosto é entrar diretamente numa máquina do tempo que nos leva a viajar até ao séculos XIV! Se tiverem a oportunidade de o fazer, nem pensem duas vezes!

[Para mais informações, visitem o site oficial!]

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Ainda ontem estivemos todos juntos - por isso, as saudades nem chegaram a formar-se. De qualquer modo, a ideia, irrecusável, surgiu na cabeça da minha mãe que, após umas chamadas, conseguiu, prontamente, a confirmação de todos. Desta feita, para amanhã.

Adoro a minha família por isto! Estamos longe de ser perfeitos mas prevalece o orgulho, o amor, a alegria e a união - e o que poderia pedir mais? Saber que do nada combinámos um dia em família com direito a pic-nic (e como eu gosto de pic-nicar!) no meu parque favorito para o efeito, passeios de bicicleta, jogos e muita animação enche-me o coração.

Somos descomplicados ao ponto de alinhar num plano concebido à última hora, e isso descansa-me... Ter a certeza que, independentemente de tudo, conseguiremos sempre sincronizar horários e guardar uma fatia do nosso tempo para estarmos juntos porque, no final de contas, é mesmo assim que estamos bem e criamos as melhores memórias - preferencialmente com boa comida e bebida à mistura.

[Não tão numerosos, mas a caminhar para isso! 💘]

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Os próximos dias serão passados à beira-mar, para quebrar um pouco a rotina. Apesar de viver relativamente próximo da praia (o suficiente para lá chegar após pouco mais de 20 minutos de viagem de carro), o quotidiano junto à costa é completamente diferente!

Acordar e avistar o mar a partir da varanda. Sair à rua para comprar pão e sentir já o cheiro a maresia. Ir à praia de manhã e de tarde, mas almoçar e descansar em casa no entretanto. Viver permanentemente de biquíni, quase dispensando a roupa interior. Dar uma volta depois do jantar, já encasacada, para regressar a casa com uma bolacha americana ou tripa na mão. Adormecer com o som das ondas a embalar-me.

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O 7º mês do ano começou com um fim de semana passado com amigas na minha cidade do coração, a Invicta. Entre compras, passeios, saídas noturnas, gordices e filmes, tive direito a 3 dias cheios de amizade e diversão, difíceis de esquecer. Julho não poderia ter tido um início melhor!

Com as energias recarregadas, comecei a exercer a função de monitora de um campo de férias. Já vos falei um poquinho sobre isto aqui, mas não poderia deixar de referir esta experiência uma vez mais já que: 1) ocupou grande parte do meu mês (4 semanas, para ser mais precisa) e 2) me enriqueceu bastante. Foram dias imensamente extenuantes - em que adormeci sempre antes da meia-noite, tal era o cansaço (algo inédito para mim) - mas absolutamente deliciosos por serem partilhados com os mais pequenos e com os outros monitores (que desconhecia até então e que se revelaram excelentes pessoas). Dessas semanas, ficam memórias felizes, o tom de pele mais giro que alguma vez tive, histórias caricatas e fotografias a guardar. Para além disso, permanece o contacto com as amizades que fiz e que pretendo levar para a vida! 

Foi também em julho que tive a oportunidade de ir ao Nos Alive pela primeira vez e de fazer uma visita relâmpago a Lisboa (pela qual passeei durante a tarde e pela madrugada, enquanto esperávamos pelo comboio de regresso). Saí da capital de coração a abarrotar, após cumprir o sonho de ver os Alt-J ao vivo, em muito boa companhia.

Ainda neste mês, aprendi a jogar xadrez, scrabble e, mais recentemente, setas - e apaixonei-me pelos três jogos. Vibrei com o regresso de Game of Thrones e fiquei de boca aberta a cada novo episódio (que temporada brilhante!). Vi um dos meus melhores amigos partir em missão para um país africano, durante dois meses (e sinto o maior orgulho do mundo por ele). Dei os meus primeiros mergulhos no mar e abusei nos da piscina. Fiz compras para o meu guarda-roupa que me deixaram radiante. Visitei pela primeira vez o Parque Aquático de Amarante e gostei. Tive noites divertidas com as minhas pessoas, que se prolongaram até de manhã. Fui surpreendida várias vezes com propostas à última hora pela minha família.

Julho foi um mês longo e agitado, apesar de estar de férias. Porém, não podia estar mais grata por isso. Foram estes mesmos dias ocupados que me permitiram eliminar pensamentos e sentimentos tóxicos - que eu nem sabia existir - e que me trouxeram uma leveza que combina na perfeição com a época do ano que vivemos... Agosto, estou mais do que pronta para ti!



VISÃO | Por mais coisas bonitas que veja, as paisagens e os monumentos da Invicta hão de sempre ter um lugar de destaque. Não conheço outra cidade tão sombria, genuína e bela quanto o Porto e tenho a certeza de que dificilmente chegarei a conhecer alguma que lhe tire o lugar, por todos os momentos felizes que já lhe associo. Por isso, escolhi uma fotografia em que estou a contemplar o rio Douro e a margem de Gaia, a partir da zona da Ribeira. Lembro-me bem deste dia: o sol a beijar-me a pele, as minhas amigas ao meu lado e dois músicos que tocavam, ao vivo, melodias incríveis. Resultado: uma Ju feliz, muita paz na alma e alegria no coração.

OLFATO | O cheiro a mar há de ser sempre dos meus favoritos. Aliás, todos os meus sentidos são despertados da melhor forma pelo mar! Adoro sentir o toque da água salgada, deixar-me levar pelo som cadente das ondas e observar, apenas, aquele vai-vem desenfreado. Mas um mar no qual o sol se prepara para deitar, e que adquire uma tonalidade dourada, consegue despoletar ainda melhores sensações e emoções, daí esta escolha.

TATO | Grande parte do meu mês foi passado dentro de água, pelo que escolhi uma fotografia de uma piscina, localizada num local tão bonito quanto relaxante, com uma paisagem recortada, ao fundo, por montanhas verdes. Adoro água, já vos disse? Para mim, pisciana de gema, pouco me faz mais feliz do que estar rodeada deste elemento!

PALADAR | Sinto que me repito ao falar das francesinhas da minha progenitora, mas são, decididamente, das melhores que tive o prazer de provar - para além de terem o fator "mãe" presente, que acrescenta, desde logo, um sabor especial. Como fotografo pouca comida, este prato acabou por ser o eleito. No entanto, poderia ter falado das lulas grelhadas que comi à beira-mar, da outra francesinha que degustei na companhia dos meus amigos do campo de férias, da churrascada improvisada que fizemos cá em casa, em família... Todos estas refeições têm em comum um ingrediente: as pessoas com quem as vivi. Porque não há nada melhor do que partilhar uma refeição com quem nos faz bem!

AUDIÇÃO | Julho foi, como já sabem, o mês de ouvir alguns temas que tanto me dizem ao vivo (como In Cold Blood, The Gospel of John Hurt, Black Mambo, Gooey, Crystalised, Angels ...). Para além disso, e para delícia dos meus ouvidos, Lana del Rey e Foster the People regressaram com novos álbuns. De referir que, enquanto monitora, percebi que músicas como "Joana come a papa" já nada dizem às crianças de hoje que, pelo contrário, estão bastante familiarizadas com kizombadas e brasileiradas. A esse propósito, deixo a música Você Partiu Meu Coração, que conseguiram fazer com que penetrasse na minha cabeça. Numa vertente mais comercial, acabei por viciar em alguns temas que passam na rádio, como Attention e Be Mine

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Já perdi a conta ao número de vezes que li o meu livro favorito nos últimos anos (estou a fazê-lo agora, também). Decidi recentemente recomeçar a minha série preferida (o que equivale a rever, aproximadamente, umas 60 horas de episódios). Escolhi umas All Stars cinzentas de cano baixo, pela terceira vez, para me acompanharem no dia a dia. Esta minha vontade de reviver e de me repetir é vista com estranheza por algumas pessoas, nomeadamente pelo meu melhor amigo, que se questiona como, num mundo com um cardápio tão rico e cheio de novas opções (impossíveis de explorar por completo), eu sou capaz de voltar à mesma escolha, por vezes mais do que uma vez. Para mim, a pergunta é outra: como poderia não voltar? 

Como não reler uma obra que tanto me diz e que me faz apaixonar sempre mais, de cada vez que a leio? Como se, de cada leitura que faço, consigo tirar interpretações diferentes? Como não rever a minha série predileta se aperceber-me que me esqueci de vários pormenores fez com que me sentisse, repentinamente, um pouco mais vazia? Como não escolher as mesmas sapatilhas se têm tudo o que procuro no calçado, sendo tão bonitas quanto confortáveis e versáteis?

Para mim, não é nada antagónico buscar tanto o novo como o antigo que me serviu na perfeição outrora e despertou os mais bonitos sentimentos em mim; é, pelo contrário, complementar. Enquanto aquilo que experimentei continuar a fazer sentido, há de permanecer no meu leque de escolhas, da mesma forma que repito os pratos que como ou ouço ininterruptamente um CD. Sem arrependimentos nem sentimentos de perda de tempo.

Optar pelo que já conheço não é, de todo, uma questão de conforto, segurança ou falta de iniciativa, mas é audacioso no sentido em que me disponho a redescobrir algo que, à partida, já me é familiar. O livro é o mesmo, mas a leitura é diferente (condicionada pela minha maturidade e pelo meu estado de espírito). A série é igual, embora atente em partes distintas. As All Stars são equivalentes, só que percorrem caminhos dissemelhantes. A beleza da existência está, por vezes, na descoberta; porém, reside outras tantas na reinvenção - e não poderia, portanto, descartá-la da minha vida. 

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Numa investida pela Rua Santa Catarina em busca do biquíni perfeito, saltou-nos à vista uma nova montra, que nos permitia observar a preparação meticulosa de pastéis de nata por dois cozinheiros. O facto de termos visibilidade para o processo de confeção é uma prova de segurança que torna, automaticamente, a iguaria mais apetecível e o espaço mais convidativo. Após uns momentos de contemplação, o olhar deslizou para a placa do estabelecimento, na qual estava inscrito "Fábrica da Nata"

Cativados desde o início, seguimos para dentro do edifício, ainda com os olhos presos na preparação da massa folhada e na colocação cuidada do creme no seu interior. Chegados lá dentro, a um espaço com uma decoração bem pensada em tons de branco e azul, constatámos que havia muito mais produtos com bom aspeto, para além dos pastéis de nata (nomeadamente umas sandes que me piscaram o olho!). No entanto, estes eram, seguramente, os réis do local. Por isso, pedimos um pastel de nata para cada um.

Um euro pareceu-me um preço justo para a experiência gastronómica que tive: foi ali, numa mesinha alta junto da parede, provida de açúcar e canela em pó, que comi o melhor pastel de nata da minha vida (e a minha companhia concordou!). A massa era incrivelmente estaladiça, o creme tinha um sabor delicioso e a consistência certa e aquela foi a combinação perfeita para o meu fim de tarde!

Fiquei a saber que a Fábrica da Nata é recente no Porto, tendo aberto portas este mesmo mês, mas que já conta com dois estabelecimentos do mesmo nome na capital. Fica cá o registo e a sugestão, com a promessa de que passarei por lá mais vezes para comer a estrela da casa! 

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Começou hoje a terceira (e penúltima! [todos comigo: ohhhh]) semana do campo de férias. Ainda assim, não quis virar a página sem antes vos apresentar 10 lições que retirei destes dias que passaram - que têm sido imensamente felizes e enriquecedores, para além de já me terem dado uma boa corzinha de pele (não me lembro de alguma vez estar tão morena em meados de julho, sinceramente).

1. A JOGAR XADREZ | Aprender xadrez estava na minha lista de afazeres desde muito pequenina. Porém, só agora tive a motivação suficiente para o fazer. Os meus professores têm sido os pequeninos (que, ao que parece, aprenderam a jogar tanto na escola como em edições anteriores do campo de férias) e outros monitores conhecedores do jogo, apesar de também contarmos com a presença de um profissional da matéria pontualmente. Já estou à vontade com as regras, já conheço as peças e sei como se movem, já consigo antever jogadas e perceber as implicações dos movimentos. No entanto, ainda preciso de treino (e conto com o tempinho que resta para me aperfeiçoar junto dos meus mestres prediletos!).

2. O MUNDO É MESMO PEQUENINO | Durante estas duas semanas, encontrei pessoas com quem nunca tinha contactado até então. Ainda assim, rapidamente descobrimos que tínhamos alguém em comum nos nossos conhecimentos. Conversa puxa conversa, lá conheci o filho do banqueiro com quem estagiei há uns 6 anos atrás, o namorado de uma rapariga a quem dei dicas aquando da entrada na faculdade, alguns meninos que jogam futebol com os meus sobrinhos, uma monitora que está no mesmo curso que uns colegas meus... E isto são meros exemplos! Sendo maior ou menor a distância a que vivemos uns dos outros, facilmente a estreitámos por contactarmos com os mesmos indivíduos.

3. LIDAR COM CRIANÇAS É MESMO EXTENUANTE | Não importa se é ou não dia de piscina, se fizemos caminhadas e torneios de jogos ou se estive sentada o dia (quase) todo: chego sempre a casa exausta, desejosa de um bom banho e mortinha por me aninhar do sofá. No primeiro dia, adormeci mal cheguei a casa, depois de um duche, e só acordei para jantar. Ultimamente, às 23h já estou eu na cama - o que, para mim, é uma vitória. Ainda assim, a experiência faz valer cada dor muscular e toda a necessidade de descanso. Trata-se de um cansaço recompensador, sem sombra de dúvida!

4. A ADOLESCÊNCIA É UMA FASE COMPLICADA | Fiquei responsável por um grupo de adolescentes e sinto que é bem mais complexo lidar com eles do que com a malta mais nova. Esta faixa etária está mais presa ao telemóvel e é muito mais difícil de satisfazer! Reclamam frequentemente das atividades que temos preparadas, tornando-se complicado fazer com que alinhem à primeira em alguma coisa... De qualquer modo, fico radiante sempre que consigo que adiram e que, após um período mais ou menos longo de recusa, aproveitem verdadeiramente, com um sorriso desenhado no rosto!

5. AS PESSOAS CRESCEM A UMA VELOCIDADE ASSUSTADORA | Ainda me lembro do irmão mais novo do meu colega Jorge e do meu vizinho da frente, pequeninos. Não os via há uns bons anos, e nem imaginam o meu espanto quando reparei que já são matulões de 14 anos! Só consegui repetir "OH MEU DEUS, VOCÊS ESTÃO GRANDES!", estupefacta, deixando toda a gente a rir - como se eles devessem estar condenados a ser pequenos para sempre. Engraçado como nós vamos amadurecendo sem darmos conta e esperamos encontrar as outras pessoas no ponto em que as vimos pela última vez (ou próximo disso).

6. SCRABBLE É VERDADEIRAMENTE FIXE E ESTIMULANTE | Foi no campo de férias que experimentei jogar Scrabble, e não podia ter-me apaixonado mais. É um jogo bastante cativante que nos obriga a formar as palavras que nos rendam mais pontos com as peças que temos, tendo em conta as letras já colocadas pelos outros jogadores. Enfim, os jogos de tabuleiro (e de cartas) são mesmo do melhor! Qual tecnologia, qual quê...

7. A INOCÊNCIA É UMA COISA MUITO BONITA | É engraçado com os meninos mais novos se atiram de cabeça a cada tarefa e desafio, de forma absolutamente genuína, enquanto os mais velhos já se deixam prender pelas amarras criadas pela vergonha e o medo daquilo que os outros possam dizer. A inocência é mesmo bonita e o seu desaparecimento tira-nos uma certa pureza e autenticidade.

8. NINGUÉM ME DÁ MAIS DO QUE 17 ANOS | Imensa gente julgava, inicialmente, que eu era um membro do campo de férias, e não uma monitora. Toda a gente me dá 14, 15, 16 anos, nunca mais do que 17, e eu fico sem perceber o porquê, já que até sou alta (175 centímetros)! Okay, talvez o facto de usar mil e um vestidos coloridos contribua, mas acho que merecia pelo menos os 18 (e eu tenho 21!). Só espero que isto seja um elogio e que esta minha capacidade de rejuvenescimento permaneça: quero chegar aos 40 com cara de 25, por favor! Obrigada.

9. AS CRIANÇAS CONSEGUEM SER VERDADEIRAMENTE CRUÉIS | É preciso estar atento. É relativamente frequente que saia uma palavra mais torta de um pequenote para outro e que, mesmo sem sentido, deixe o recetor a pensar ou a questionar ou, pior, a sofrer... Estar alerta e evitar situações menos agradáveis torna-se imperativo. Também podemos - e devemos - educar e contribuir para que cada criança perceba que é especial e única, no matter what they say.

10. ACORDAR CEDO NÃO CUSTA QUANDO GOSTAS DAQUILO QUE FAZES. | E eu pulo todos os santos dias bem-disposta e prontíssima para ir ter com aqueles que já são os meus pirralhinhos! Não tem preço passar os dias rodeada de tanta gente boa, entre braçadas, gargalhadas, correrias, jogos tradicionais, beijinhos inesperados, amuos, pequenas picardias, abraços apertados, demonstrações de talento e dramas amorosos... No final de contas, as crianças são mesmo do melhor que há no mundo - e fazem com que regresse a casa todos os dias com aprendizagens novas, memórias bonitas e um coração mais cheiínho (quase, quase a abarrotar, mas sempre pronto a receber)!

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