Já quatro pessoas me perguntaram o que é que eu quero para o Natal. Por três vezes, não soube responder ao certo o que é que eu quero. Ando tão absorta com a faculdade, que muito sinceramente ainda não me chegou o espírito natalício à mente, quanto mais ao coração. Mal me debrucei acerca do assunto e acreditem quando vos digo que nem desejo as férias por isso. Quando chegar a altura, talvez me consiga enquadrar nas energias festivas e celebrar um pouco mais a vida. Contudo, e como manda a lei, eu não poderia deixar passar esta oportunidade de elaborar uma lista de prendas e as quais não me importaria de receber. Cada vez mais, os meus desejos recaem sobre itens simples e práticos, visto que me ando a cansar de objetos que não se igualam à minha personalidade, nem tampouco à vertente prática que tanto me faz falta.

Como tal, os objetos que aqui reuni refletem a pessoa que sou na perfeição, ainda para mais, sendo baratos, em comparação com certos alvos de desejo super extremos em termos de orçamento. Comecemos então pelo básico: uma caixa de chocolates para me acompanhar na noite de Natal é que era! Mas não estamos a falar de qualquer chocolate, obviamente: o clássico Ferrero Rocher, ou o homónimo da minha espécie, o Milka, seriam uma aposta perfeita para mim, visto que não são o tipo que se come durante o ano. Para colmatar esta escolha, uma outra chávena para a coleção, acompanhada de chás diversos, far-me-iam as delícias nesse dia. Nada como uma boa sessão de calmaria, o calor a espalhar-se nas nossas mãos e o fumegar como pano de fundo. Só de pensar, já me derreto por inteiro!

Já não há sessão de estudo sem a presença de uma vela. Na Primark, eles têm a ousadia de vender velas super cheirosas, carismáticas e de dimensões generosas, a um preço de fazer brilhar o olhar, sem o reflexo das chamas! Cada vez mais, sinto a necessidade de me fazer acompanhar destes objetos, mais por uma questão de motivação e conforto do que por outro motivo qualquer.

E, como não há não sem senão, nada como livros, não é verdade? Por muitos que eu já tenha na estante por ler, e os quais eu terei o prazer de explorar, existem uns quantos que fazem parte de trilogias que eu tenho por casa e que ainda não li, devido a isso. Se eu tivesse, pelo menos, os segundos presentes, ser-me-ia muito mais fácil de erradicar com os nomes da lista dos livros por ler. Para além destes, existem também títulos ou autores que me andam a tentar seduzir e que, para minha felicidade, já os explorei pelas mãos de amigos. Falo de Haruki Murakami, um autor japonês que me desiludiu com o "Sputnik, meu amor", porém, voltou com a força toda para a minha vida através da trilogia "1Q84" e conquistou-me, sem dúvida alguma. Para ser honesta, qualquer uma das suas obras me faria feliz, porventura, "Kafka à beira-mar" ou a "Crónica do pássaro de corda", na versão de bolso, seriam ótimas apostas para dar continuidade a esta minha viagem pela escrita do autor. Cada vez mais, me tenho apaixonado pela delicadeza impressa nas descrições de Murakami e confesso-vos que é um objetivo meu, chegar a tal patamar. De verdade! Se nunca leram Murakami, então aqui fica uma sugestão!

Amor, companhia, momentos recheados de gargalhadas genuínas. Que mais é que eu poderia pedir? Para o caso de seres um conhecido, já sabes o que me oferecer. Todavia, se fores teimoso, sempre podes extrapolar estas escolhas e apostar em algo muito parecido. Desafio-te a provares-me de que me conheces bem, eheh. Quanto a vocês, leitores, espero ter-vos ajudado a encontrar alguma prenda para os vossos!

Já fizeram a vossa lista de Natal? Como andam esses preparativos?

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Não sou muito de estar atenta às atualizações do mundo musical, pese embora o meu apreço por esta arte tão aconchegante. Sempre que descubro novos lançamentos, seja de artistas únicos ou de bandas, as circunstâncias nunca diferem: ou estou num modo trabalho intenso e procuro refugiar-me no Spotify, pesquisando algum favorito, descobrindo-lhe atualizado, ou então recorro às playlists feitas especialmente para mim, dando-me conta de imensos trabalhos fantásticos e que, imediatamente, são guardados nas minhas listas. Há pouco mais de um mês, descobri que os Orelha Negra lançaram um novo álbum que me tem feito as delícias, ultimamente. Peco por nunca ter falado deles aqui no blogue, principalmente pelo facto de já os ter visto ao vivo no Super Bock de 2016, e ter obviamente delirado com a sua performance. Desde então, tive o cuidado de escutar toda a sua discografia, deixando-me enamorar pela sumptuosidade de cada faixa, cuidadosamente trabalhada.

carregando nas imagens, serão diretamente levados aos álbuns respetivos

Agora, em 2017, eles lançaram o seu terceiro álbum, "Orelha Negra III" , e que conta com dois singles há muito conhecidos,"A Sombra" e "Parte de Mim" . Não perdendo a identidade já imposta desde 2010, o grupo continua a presentear-nos com faixas nomeadamente ditadas por instrumentais com raízes no hip hop/funk, mesclando-os com vozes de diversos tipos, tendo em conta que a banda não tem vocalista e se baseia numa "simples" técnica de casar samples até dizer chega, com o intuito de fazer nascer músicas de outro mundo.

O objetivo deles é muito simples: obrigar-nos a escutar cada faixa, vezes sem conta, até a compreendermos na perfeição, descortinando as suas origens, os seus objetivos e a maneira como nos impacta. Já ouvi tantas vezes os mesmos álbuns, que se torna impressionante o facto de ainda sentir os olhos a brilharem com as novas descobertas, com os acordes, com as transições... Quando quero descontrair, ou mesmo viajar dentro de mim, é aos Orelha Negra que eu recorro e eles nunca me desiludem. Porque a música é exatamente isto: um momento que dedicamos a nós mesmos, aos nossos pensamentos e ambições, uma energia que se reflete nas coisas que fazemos, no sucesso que alcançamos e nos prazeres que partilhamos com as pessoas que amamos. É uma ponte que molda pessoas, que nos faz baloiçar de um lado para o outro e que nos faz aperceber que somos todos humanos! Se, tal como eu, têm esta curiosidade, desafio-vos a explorarem os três álbuns disponíveis no Spotify! Não se desiludirão, prometo!

Já conheciam esta banda portuguesa? E que tal?

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Juro que não contava criar mais um projeto que englobasse a blogosfera. Depois do #RRSP17 e do #RWSP17 , declarei a mim mesma que apenas os levaria a cabo para o ano que vem, por uma questão pessoal e de experiência. Queria descobrir o que é que eles me poderiam oferecer por mais um ano, tendo em conta que ando a falhar para com eles. Porém, num momento de reflexão, veio-me à cabeça criar um projeto cinematográfico e que, a meu ver, revolucionará a maneira como abordamos os filmes nos nossos blogues, ao passo em que nos permitirá explorar com mais cuidado os temas que nos são apresentados em cada obra. Foi aí que o "MOVIE 36" nasceu, de um desejo de ultrapassar limites e provar a mim mesma de que é possível aculturar-me, produzir ainda mais textos e cogitar de maneira consciente.

E porquê "MOVIE 36"? Porque, feitas as contas, se cada um de nós for capaz de assistir a uma média de três filmes mensais, ao fim de um ano, teremos trinta e seis filmes riscados da to watch list, que tende sempre a crescer. E quem somos "nós"? Todos os bloggers que participarão oficialmente disto, mais aqueles que se sentirem na vibe de participar connosco! Esta publicação serve tanto de anúncio, como de um convite aos leitores dos nossos blogues!

O meu objetivo é muito simples: quero desafiar-vos a assistirem a, pelo menos, três filmes por mês, de maneira a que os mesmos sejam partilhados numa espécie de catálogo simples, breve e sem muito ruído para que, posteriormente, haja um debate em volta de um tema que vos tenha impactado em determinado filme, gerando um fluxo de conversações, partilhas e momentos filosóficos pela blogo. Não quero, de maneira alguma, que se sintam obrigados a ver SEMPRE três filmes, embora esse seja o objetivo, porém, se existirem meses em que não consigam alcançá-los, ficarei contente se partilharem, pelo menos, um filme e uma reflexão. Bastante simples, certo?

Com o passar do tempo, compreenderão melhor os formatos de cada publicação, as agendas e tudo o mais. Quero apenas frisar de que apenas EU me comprometo a publicar no início de cada mês acerca deste projeto, para que depois vocês o façam, a partir do meio dos mesmos. Os filmes, os temas e os formatos são da vossa total responsabilidade, PORÉM, em todas as publicações relacionadas com o "MOVIE 36", terão de incluir a criadora - eu-, o blogue parceiro e os bloggers participantes - que já serão enumerados-. Caso existam desafios pelo meio, terei o cuidado de avisar aqui pelo blogue!

A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World". Os participantes que já declararam a sua presença serão em baixo listados!

Inês Vivas, "VIVUS ";

Vanessa Martins, "Make It Flower ";

Joana Almeida, "Twice Joaninha";

Joana Sousa, "Jiji ";

Alice Ramires, "Senta-te e Respira ";

Carolina Nelas, "Thirteen ";

Cherry, "Life of Cherry ";

Sónia Pinto, "By The Library ";

Francisca Gonçalves, "​Francisca ".


E que tal, estão connosco neste projeto? Se sim, por favor, enviem-me um mail com os vossos nomes e blogues, para o email do blogue: imperiumbylyne@gmail.com, sendo o tema da mensagem "MOVIE 36 - PARTICIPAÇÃO". Vemo-nos em breve!

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Suspenso por ter assassinado uma pessoa, Ben Carson encontra trabalho enquanto segurança numa loja em ruínas, vítima de um incêndio. Apesar das suas intenções rondarem a expectativa de se voltar a reunir com a família, acontece que, durante a noite, coisas estranhas acontecem no seu local de trabalho, extendendo-se para a sua vida pessoal, o que o obrigam a fazer uma pesquisa intensiva acerca das medidas impostas pelo inimigo, a fim de terminar com as ameaças de morte. Trama vai, trama vem, e as descobertas que ele faz deixam-no ainda mais imerso no medo de perder aqueles que ama, principalmente devido aos espelhos... Porque, na verdade, eles são a razão pela qual todos à sua volta deveriam ter cuidado...

Foi uma escolha inesperada. A pessoa que a fez julgou já ter visto o filme, mas na realidade, foi-lhe uma surpresa como às pessoas à volta. "Mirrors" começa de maneira macabra, talvez o suficiente para nos convencer a assistir tudo até ao final, qual curiosidade em descortinar os motivos por detrás de tal ação. Apesar de eu e todas as pessoas na sala termos adivinhado oitenta porcento do filme, mais numa onda de brincadeira do que qualquer outra coisa, a verdade é que o final do mesmo foi bem melhor do que aguardávamos, visto que aquilo não estava previsto nas nossas cabeças.

"Mirrors" não deixa de ser um filme de suspense como os outros, seguindo à risca todos os métodos já reutilizados por milhares de obras, contudo, destaca-se por alguns pontos, aqueles que nos agarraram a vê-lo até ao fim! Por detrás de algumas informações, existem reflexões que merecem o seu destaque, tal como um tratamento que nos é apresentado e que nos leva a cogitar acerca da figura que encaramos no nosso próprio reflexo, e de que maneira é que isso nos leva a certas conclusões acerca de nós mesmos! Os efeitos especiais são um tanto ou quanto denunciáveis, afinal, tendo em conta o ano, acredita-se que as técnicas não eram como as que temos hoje - se bem que muitos filmes atuais pecam exatamente pelos efeitos -; o elenco conta com pessoas muito conhecidas e, pela parte que me toca, penso que se entregaram na perfeição aos seus papéis; existem, como sempre, pontos que poderiam ser ainda mais explorados, contudo, é uma obra que serve para nos entreter ao longo daquela uma hora e cinquenta e dois minutos. Posto isto, duvido que uma simples apreciação em frente de um espelho torne a ser a mesma!

Já viram este filme? O que acharam?

imagem via Google

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Novembro passou de tal maneira que, num ato de indignação, a minha mãe interpretou a minha demonstração como se algo de muito grave tivesse acontecido, repreendendo-me pelo falso alarido. Quando me apercebi no final do mês, confesso que entrei numa espécie de pânico, revestido de uma boa ansiedade, afinal, as aulas estão prestes a terminar, pese embora a quantidade de tarefas que ainda tenho de finalizar, para que tudo termine no mesmo ponto: do sucesso.

Ao contrário do ano passado, numa altura da vida em que toda eu era stress, este segundo ano da faculdade tem-me deixado mais descansada... Não porque não tenha o que fazer, ou mesmo pelas exigências, mas muito em parte por eu me andar a dedicar às coisas, como já não achava possível. Apesar do tempo já não dar tréguas, faço por nunca deixar nada para trás, tal como os trabalhos, os encontros, os almoços e saídas, os momentos de lazer e, principalmente, os de descanso (aka, dormir). Caminho descansada pelas ruas que a vida me apresenta e arrisco-me a afirmar de que é a primeira vez, em toda a minha vida, que a postura que assumi corresponde com o meu estado de espírito.

Novembro foi o mês do aniversário da minha mãe, de ver a minha prima a caminhar pela primeira vez, das semanas mais leves da faculdade, de começar a estudar a sério para os testes, de ler dois livros e atualizar entre quatro a cinco séries. Já vou a caminho da segunda almoçarada cá por casa, embora a primeira se tenha sucedido em Outubro, ainda assim, já perdi tanta a noção do tempo, que tanto me faz se foi ou se é. O importante é que continue a ser. Treinei imenso, conduzi pouco, porém, feliz, não me deixei levar pelas alterações de humor, ri-me bastante, mas, em contrapartida, chorei como há muito não chorava, para aliviar a dor. Da mesma maneira em que as boas notícias me bateram à porta, em compensação, tive de escutar coisas de que estava a precisar, porém, que me deixaram igualmente abalada. Honestamente, e pese embora o valor das informações, foi até bom que tais informações me tenham chegado, porque dessa forma, poderei erguer a cabeça, deixar os momentos de vulnerabilidade de lado e avançar. No aglomerado de situações em que me meti, era apenas isto do que necessitava.

Mais um mês se despediu e, curiosamente, o penúltimo do ano. Ele se foi, mas deixou para trás um frio de congelar as mãos, de nos fazer tremer, de nos colocar a desejar certas coisas que só encontramos em lugares específicos. Nunca pensei vir a dizer isto, apesar de preferir mil vezes o verão, mas a cada dia, tenho-me apaixonado mais pelo inverno. Não sei se pelo espírito que carrega, ou pelas festividades que lhe é característica, a verdade é que a vida me tem transferido muitos conhecimentos que eu, prontamente, tenho vindo a colocar em prática, aproveitando cada deixa para me superar. Tem vindo a ser sempre assim, nos últimos tempos, e o mês de Novembro não me desiludiu nesse aspeto! Que venha daí Dezembro, com o meu merecido descanso!

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Estou quase a chegar aos 20. Sei que ainda falta meio ano para isso acontecer - mais, até!-, e que bem há pouco tempo, eu partilhei acerca dos meus 19. Todavia, por vezes é inevitável não pensar neste facto sem que, bem lá no fundo, eu me sinta orgulhosa, porque não, eu não tenho medo de estar a ficar velha, se bem que esse termo não se adeque na perfeição com a figura que eu apresento ao mundo - apesar de tudo, dão-me sempre menos idade pelo rosto e muito mais pela mentalidade. Sinto-me honrada por ter sido criada num ambiente de serenidade, compreensão, respeito, rostos sérios e sorrisos brincalhões. Sinto-me orgulhosa por estar a estudar algo de que gosto, por ter a oportunidade que muitos não têm de fazer e praticar atividades que me deixam feliz, só de pensar. Sinto-me orgulhosa por ter ao meu lado as melhores pessoas. Não sei se "orgulho" seja o suficiente para descrever o mar de emoções que me ladeia, contudo, quero que fique bem expresso de que é isso o que eu sinto de mim: orgulho por nunca ter estreitado laços com o chão onde caio, erguendo-me dele, sempre que me é possível. Não gosto da sua textura, da sua temperatura, nem tampouco da sensação que me abraça quando estou nele. Sou mais amiga dos pés assentes, cheios de calos, mas ainda assim; da brisa que ora está a meu favor, ora está conta mim, desafiando-me; das dores que descem sobre mim, provando-me de que apesar do trilho ser longo, muito dele já foi percorrido.

Agora, sempre que me encaro ao espelho, não me consigo refugiar do facto de estar quase a abandonar a casa dos uns, com todas estas conquistas feitas. Existem ações, momentos, tarefas que me relembram disso, mas depois, existem as fotografias que me inspiram a viver a vida de maneira mais intensa, despreocupada e equilibrada. Já vacilei bastante, porém, regressei à base com registos que me direccionam o olhar para o outro lado da margem, para além dos limites do horizonte, pois, sei bem que existe vida por detrás dessa cortina de tons azuis, cinzentos, rosados, dependendo do seu humor. É bom, sabe bem, qual chá quente numa noite de inverno, qual livro intrigante que nos amarra a si, até à mais tardia hora. Tem sido uma bela vida, pois, a vida é bela!

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Todos os textos, fotografias e montagens são da minha autoria, pelo que peço que não os copiem, a não ser que me contactem primeiro, citando sempre a fonte de origem. À exeção das fotografias que eu mesma fotografo, todas as que são frutos das minhas pesquisas, estão devidamente creditadas com legendas. Caso alguma fotografia da vossa autoria esteja colocada aqui no blog, agradecia que me contactassem, para que eu a possa creditar, ou eliminar, caso seja essa a vossa vontade. Obrigada.