É tão simples quanto o ato de pestanejar. Basta que nos permitamos a isso, de vez em quando. Tudo isto surgiu em consequência de muitos acontecimentos recentes e que, talvez mais do que os outros, me obrigaram a dedicar mais tempo aos meus pensamentos. Ando a ficar realmente esgotada com determinadas coisas que tenho vindo a observar, outras que me chegam às mãos e, devido a isso e para vos ser sincera, eu tenho um medo enorme de perder a minha capacidade de escrita, mesmo sabendo que tal dependeria de uma total desistência da prática que a mesma implica, diariamente. Sei que se assemelha a uma enorme parvoíce, afinal, porque haveria eu de deixar algo de tão positivo para mim por causa das coisas que vejo? E é exatamente por isso que eu tenho medo. Nunca fui de me deixar amedrontar com coisas destas, porém, sabe-se lá porque motivo, todas as minhas energias se andam a esvair e a auto-dedicar a interesses que pouco me dizem. Eu poderia controlar essa situação? Mas é claro, é o que tento fazer, mas torna-se inevitável evitar um problema, quando ele já nos anda a incomodar há imenso tempo. Como se de um vírus se tratasse, daqueles que se impregnam insistentemente.

Comunicar-me desta maneira é a mais sensata para mim, da mesma maneira que é para o sol iluminar os espaços por onde passa, dando-lhes esse privilégio. Ainda há dias, o sol brilhou de diferente forma para mim, oferecendo-me uma visão de que não estava à espera. Fiz, vi e ouvi coisas inesperadas, mergulhei num total estado de cogitação e assim permaneço, até agora. Sem me aperceber das necessidades, eu estava a gritar por socorro, e aquele momento esvaziou-me de quase todas as preocupações que se agarravam a mim, sem eu desejar por isso. Mesmo sem beber de toda a mensagem que me foi transferida, guardei no coração as palavras-chave, aquelas às quais eu sei que darei uso, posteriormente, na hora de um maior sufoco, quando me descer uma outra tentativa de ansiedade e com a qual não chegarei a um acordo.

É bom. Mesmo que por 5 minutos, na loucura que são as nossas tarefas, dedicarmo-nos a outras coisas fora do quotidiano. Há tempo para tudo, realmente. Ele só se acerca de nós quando permitimos essas afeições, porque, tal como nós, existe uma reciprocidade de carências não verbalizadas entre estes corpos, e isso não passam de temas importantes e os quais não devemos temer abordar. Provavelmente, é disso que se trata: do receio de nos apercebermos com demasiado tempo nas mãos e não saber onde o depositar. Ainda assim, é bem melhor do que não o termos, de todo. Sentem-se, sintam-se, preguem os olhos e dialoguem com as matizes que o sol vos quer apresentar. Parem o vosso mundo e descansem. É tão simples quanto o ato de pestanejar. Eventualmente, as rotinas tomarão novos e bons rumos, ao mesmo passo em que tudo se tornará mais leve e melhor. Basta que nos permitamos a isso, de vez em quando.

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Muitos podem não compreender o impacto que esta história tem na vida das pessoas, mas a verdade é que nos apercebemos numa teia cujas linhas se manifestam como um conjunto de conhecimentos que a J.K. foi consumindo ao longo da construção do seu universo mágico, e esse fator é algo que podemos vir a descortinar ainda mais através de exposições, documentários, ou mesmo através do site oficial de toda esta obra. Sabiam que, pela primeira vez, um escritor vivo teve direito a uma exposição super completa na biblioteca britânica e que, essa mesma escritora, é a J.K.? Num espaço onde já pudemos encontrar uma linhagem de factos acerca de Shakespeare e Jane Austen, a autora de "Harry Potter" foi homenageada desta maneira, e eu acredito que em conjunto com o feedback do público, ter entidades enormes preocupadas com os nossos métodos até chegar a um fim, deva ser estonteante e motivo de orgulho!

Neste momento, já não considero prudente afirmar que tenha chegado tarde à festa, afinal, estes livros apareceram na minha vida no momento em que mais precisei, e é exatamente por esse motivo que eu me deixo fascinar por tudo quanto é conteúdo relacionado com. Há 20 anos, "Harry Potter" delimitou a sua primeira existência como o começo de uma jornada significativa na vida de muitos e, 20 anos depois, a sua importância continua a crescer e a dar frutos. A J.K. foi bastante corajosa e persistente por nunca ter desistido de dar vida a esta trama e eu convido-vos a darem uma vista de olhos ao documentário que nos abre os olhos para essa realidade. Aqui, podemos encontrar quais as inspirações, procedimentos, etc., e que conduziram a autora até aos dias de hoje e, embora não explicite tudo, é uma mais-valia para quem é interessado no assunto!

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Imaginem o seguinte cenário: nas primeiras viagens de barco, as pessoas acabam por desenvolver mecanismos que as ajudam a suportar o mal-estar, colocando em prática dormitar naquele tempo de locomoção, comer uma fruta ou simplesmente aguardar que tal sensação passe com a ajuda de um comprimido para os enjoos. Pelo meu ponto de vista pessoal, já passei por estas e muitas fases, adotando a parte de dormir mais como método para colocar o sono em dia, do que qualquer outra coisa. Com o tempo, o meu organismo foi-se habituando à gravidade do mar, manifestando-se, por vezes, quando me sento no piso térreo do veículo em questão. Ler este livro assemelhou-se a essas deslocações: acredito que existam Poterheads que pura e simplesmente não agoiraram com a viagem de barco, adotando outros meios de transportes para o seu destino, enquanto que outros, junto de mim, permanecemos na luta de descortinar nos trajetos marítimos uma silhueta de interesses, uma brisa vinda da janela, um escape para suportarmos e, por fim, passarmos a gostar das idas e voltas, neste caso, de "Harry Potter and the Cursed Child".

Confesso-me realmente daquelas que gostou imenso de ter regressado ao mundo de Hogwarts, embora não tão atordoada com os comprimidos para os enjoos. Reconheço as falhas técnicas de toda esta oitava história, começando pelo ponto em que, se ela tivesse sido trabalhada em termos prosaicos, caracterizando-se pelas descrições mirabolantes que só a J.K. sabe fazer, temperando aqui e ali com aquele sal e aquele açúcar tão deliciosos, este livro teria saído vencedor em todos os aspetos, incluindo a de tornar a sua exploração ainda mais confortável. Apesar de tudo, se J.K. permitiu que tal história se encontrasse com os raios do dia, é porque de certa maneira se identificou com o produto apresentado, de maneira a que ele se transformasse numa peça de teatro. Talvez por isso, é que aquela sensação de que algo falta nos incomode; enquanto que a peça anda a ser exibida pelas terras reais, quem se apresenta longe só tem a oportunidade de a ler, o que deve contribuir para a falta de riqueza da obra.

Todavia, e não obstante a velocidade a que corremos através das páginas de "Harry Potter and the Cursed Child", é impossível ficarmos indiferentes à magia de todo este universo, às referências, às motivações das personagens, às relações de amizade, familiares e amorosas - que, muito embora pequem pela carência de desenvolvimento, abandonaram em mim um se quês de necessidade de querer algo mais completo e que explique tudo ao pormenor, desde o ponto de partida ao ponto de chegada -, entre tantas outras características que jogaram a favor desta leitura. O título, assim que terminamos a mesma, converte-se num elemento auto-explicativo e que poderá ser interpretado de diversas maneiras, contudo, isso não basta para compreendamos o porquê de ter sido aquele filho do Harry e não um outro, apesar do seu nome contribuir para o nosso raciocínio.

Em suma, não é um livro mau, não é uma história ruim e, enquanto não a vir no teatro, defenderei de que foi somente mal aproveitada. Foi bastante corajoso por parte da J.K. dar à luz - ou semi-luz, visto que ela não foi a única a desenvolver este trabalho! - a uma obra destas, passados tantos anos e após tantos corações pendentes sobre um mar de ansiedades, quiçá, ciente das críticas que cairiam sobre ela. A despeito das imprecisões narrativas, é um livro que aconselho aos maiores fãs, não para que eles julguem, mas sim para que descontraiam, aproveitem a viagem numa boa e matem as saudades deste mundo maravilhoso e que mudou muitas vidas!

Já leram "Harry Potter and the Cursed Child"? O que têm a dizer?

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mas que série da porra! Sei que parece bastante indelicado começar uma publicação desta maneira - o que na verdade é -, mas sabem o que é que também é indelicado e difícil de suportar? A espera pela terceira temporada de "Stranger Things". Tive a pontaria de assistir à primeira temporada bem perto da sua segunda estreia o que, a mim, não me afetou tanto quanto acredito que tenha afetado a quem assistiu no ano de estreia, porém, por me ter sabido a pouco estes dezassete episódios, confesso que quero muitos mais, para ontem.

Para continuidade de conversa, foi como se não tivessem existido pausas. Os diretores amarraram tão bem o fio condutor de toda a trama, mesclando com cenas passadas de modo a explicar as do presente, que a palavra "desilusão" nem tem espaço para o leque de críticas que temos a fazer desta temporada. Denota-se um crescimento absurdo das personagens, existindo um descarte de muitas delas, porém, com uma agilidade respeitável, assim como um amadurecimento na narrativa, sendo as ações muito bem concebidas, afinal, trata-se de uma série que casa a ciência com a fantasia, uma relação que por si só exige um tratamento especial e cuidado, coabitando ali um elo perfeito e que não deixa rupturas para trás. Quanto à história, está cada vez mais cativante e viciante, permanecendo fiel com os elementos de mistério, comédia, drama e um certo horror, já bem apresentados no trabalho anterior!

Terminei esta segunda temporada de maneira tensa, embora as cenas finais me tenham colocado a sorrir de tão derretida e de mão no peito, pois, estes miúdos são de aquecer o coração a qualquer pessoa, contudo, ela fechou de maneira inesperada, deixando-me com a maçaneta na mão, a aguardar por um arranjo. Esperemos que esteja para breve!

Como bem disse pela primeira vez , "Stranger Things" não perdeu a sua essência, apenas nos mostrou que cada um destas personalidades, embora normais, também se guiam por uma força interior extraordinária, junto de uma inteligência de meter inveja! Sempre que pronunciam a frase "Fight like Eleven", associo ao facto de utilizarmos o nosso poder da mente para ultrapassar limites e enfrentar os medos, de modo a sairmos vencedores... Isto se também estivermos rodeados de pessoas que nos amam de verdade, querendo sempre o nosso bem, independentemente dos perigos associados. "Stranger Things" permanece no auge por destacar as relações pessoais como um meio seguro de se atingir um fim feliz, e isso é mais do que admirável, pode até dizer-se que se torna numa inspiração para as nossas vidas, isto se for do nosso interesse ter os assuntos resolvidos.

Não senti falta de explicações, pois, com mais duas temporadas por vir - não obstante a falta de confirmação por parte da Netflix-, acredito que cada questão será bem estruturada para encaixar numa explicação. E isso é que confere O brilho à produção inteira, o facto de nos atiçar a desejar por mais, sem a possibilidade de podermos escapar ao vício. Se gostei? Penso que o facto de ter começado e terminado a segunda temporada em menos de dez horas responde por mim. E, se isto não corrobora com as minhas palavras, então não sei mais o que vos dizer!

fotos via Google

Já se lançaram à segunda temporada de "Stranger Things"? O que acharam?

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Não estava a aguardar por um acontecimento destes, mas trinta e um são os livros que eu já li em dois mil e dezassete. É um número grande, contudo, pretendo investir em mais uns quantos, tamanha a lista de livros por ler que me segue por onde quer que vá e me encontre. Não que ela me persiga, muito pelo contrário, eu é que ainda não aprendi a me desfazer dela, tornando-a cada vez menor. Acredito que seja um hábito para o qual tenhamos de dedicar muita prática e ânimo e, conhecendo-me como me conheço, sou capaz de conseguir, eventualmente, reduzir os títulos que tenho guardados. Para começar a jogada em pleno, decidi preparar uma pequena lista de obras que eu quero mesmo ler até ao final do ano. Não como um desafio assumido, afinal, tenho muita coisa para colocar em dia, principalmente devido a projetos relacionados com o blogue, todavia, mais como um impulso para me motivar!
Quero ler obras do Stephen King basicamente desde que descobri o booktube - já lá se vão dois ou três anos desta vida. Comecei por comprar o "Misery", com uma animação impagável, dediquei horas às primeiras páginas, contudo, não sei bem o porquê, desisti de investir nele. Após uma longa pesquisa, com resultados procurados e outros caídos do céu, pedi para me encomendarem o "IT', a atual bomba do mundo do horror, em termos de adaptação cinematográfica. Já viajei pelas primeiras vinte páginas do mesmo e, até agora, sobrevivi e sem o coração nas mãos. Este é daqueles livros que, não só pelo entusiasmo de vir a conhecer a escrita do King, como também pela sua dimensão, que eu quero ter lido antes ou até o ano terminar. Vou muito atrasada para as vibes do Halloween, mas imaginem o que é saber associar a boa mensagem do Natal... Com o terror puro? Deve ser engraçado!
A minha leitura atual, "Harry Potter and The Cursed Child", há muito que também já poderia estar feita. Como se trata de um empréstimo, sinto-me mesmo na "obrigação" de despachar o assunto, para não provocar o pânico na cabeça de quem mo emprestou, porque embora confie em mim e não se importe com a quantidade de tempo que eu tome a ler o livro, não pretendo fazer como fiz com "O Assassinato de Roger Ackroyd" , do mesmo dono, e com o qual demorei cá por casa. No dia em que vos escrevo, encontro-me na página noventa e, para ser honesta, estou-me a divertir imenso nesta viagem de regresso a Hogwarts! Assim que o terminar - esperemos, antes da primeira semana de Novembro -, colocarei na mesa a minha opinião sobre o mesmo!

Sabem aquelas recomendações que os nossos professores fazem por acreditarem que tal leitura nos auxiliará, de algum modo? É exatamente o que se passa com este livro, uma sugestão da minha professora de Projeto, a cadeira onde fazemos maquetas e representações das mesmas, através de cortes, plantas e alçados. Pelo pouco que entendi da sinopse, o livro aborda de que maneira é que poderemos viver a arquitetura dentro dela e, pelo prefácio, já percebi que se trata de uma leitura simples e direta, tendo em conta as pessoas que não são da área e que, entretanto, gostam de estudar temas do género. Tive uma sorte do caraças por tê-lo encontrado num site que vende em segunda mão, poupando quase metade do preço original! Por estas, vale sempre a pena aguardar mais dias do que se fôssemos à loja física e obter o volume na hora!

Agora, a parte mais engraçada. Estão a ver quando sabemos que temos de cumprir com algo e, sabe-se lá porquê, damos por nós sem ter feito nada? Exatamente, porque no que toca à Sofia , está tudo em dia, quanto a mim, ainda tenho três livros para reler, no que respeita ao projeto do #RRSP17 . Sim, três, o que remata na perfeição esta lista. Não hei de me desenvolver muito quanto aos títulos, visto que poderei explicar mais tarde o porquê de os ter relido, mas eles são os seguintes: "A Culpa é das Estrelas", de John Green, "Um Refúgios Para a Vida", de Nicholas Sparks e, quanto ao terceiro, ainda não sei bem o que reler, no entanto, é uma vaga que terá de ser preenchida, com toda a certeza!

Serei doida por, nesta altura do ano, desejar ler mais seis livros, dos quais um equivale à palma da minha mão aberta? Talvez, mas sou feita de momentos pouco lúcidos e, quanto mais amante da minha loucura, mais eu me torno, não é verdade?

E por aí, quais os livros que tencionam ler até ao final do ano? Partilhamos algum título?

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O mês de mais mudanças, das revelações e do crescimento. Outubro despediu-se com um brilho no olhar de quem cumpriu com a sua missão de vida sem, pela primeira vez e ao contrário dos seus, ter deixado rastos de arrependimento, tarefas por cumprir e planos pendentes. Acredito cada vez mais que, à medida que vamos ganhando calos, a nossa perceção de mundo se transfigura, os nossos desejos se moldam noutros e, mesmo nós, somo vítimas da não inércia. Por muito repetitivo que possa parecer ouvir-me dizer isto, a verdade é que sinto uma enorme necessidade de me ir relembrando de que a vida é bela, seja ela qual for a circunstância - isto, claro, sem querer fantasiar as atrocidades da mesma.

Outubro foi o mês em que mais me encontrei com os amigos, em que mais abraços sentidos dei, deixando para trás e trazendo comigo o odor pela roupa, em que me declarei sem qualquer pedaço de nervosismo, pois, a cada dia, tenho feito por estreitar laços com os meus sentimentos. Deixei de lado o medo por certas coisas, exercitei como tanto quis voltar a fazer, dancei bastante enquanto realizava limpezas pela casa, dediquei minutos na conversa comigo mesma e troquei de casa, enquanto blogger. Outubro trouxe pizzas caseiras, receitas de encher o coração, conversas de ultrapassar limites pessoais, saídas noturnas, sessões de cinema, muita condução e a criação de um projeto que, brevemente, será anunciado pela blogosfera.

Sinto-me realmente feliz por viver a vida que tenho e, por muito cliché que seja afirmá-lo, é por momentos destes, sozinha, com os amigos e a família, que eu me encontro quando me sinto perdida, deslocada, triste, chateada, sorridente, alegre, explosiva de emoções... É no simples que eu me descubro e eu não me imaginaria de outra maneira.

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Todos os textos, fotografias e montagens são da minha autoria, pelo que peço que não os copiem, a não ser que me contactem primeiro, citando sempre a fonte de origem. À exeção das fotografias que eu mesma fotografo, todas as que são frutos das minhas pesquisas, estão devidamente creditadas com legendas. Caso alguma fotografia da vossa autoria esteja colocada aqui no blog, agradecia que me contactassem, para que eu a possa creditar, ou eliminar, caso seja essa a vossa vontade. Obrigada.